As recentes polêmicas envolvendo o Facebook, mais especificamente o caso de grupos russos que usaram a rede para tentar influenciar o cenário político e social dos Estados Unidos, fizeram com que a companhia de Mark Zuckerberg resolvesse fazer um investimento pesado em segurança – mesmo que isso signifique sacrificar uma parte dos lucros.

A rede social gerou cerca de US$ 10,3 bilhões em receita no último trimestre, o que significa um aumento de 47% no mesmo período no ano passado e 10% em relação ao segundo trimestre de 2017. Foi aí que Zuckerberg aproveitou a oportunidade para dizer que uma parte desse dinheiro vai ser direcionado para melhorar a parte de segurança do Facebook.

“Nossa comunidade continua aumentando e nosso negócio está dando certo. Mas nada disso importa se nossos serviços são usados de uma forma que não seja para aproximar as pessoas”, explicou o CEO. “Falamos sério sobre a prevenção de abusos em nossas plataformas. Estamos investindo tanto em segurança que isso vai impactar nossa lucratividade. Proteger nossa comunidade é mais importante que maximizar nossos lucros”.

Boa parte dos lucros reportados pelo Facebook são provenientes das propagandas, sendo 88% vindo da plataforma mobile. Além disso, a rede não para de crescer: são 2,07 bilhões de usuários mensais e cerca de 1,37 bilhão de usuários diários, um aumento de 16% em relação ao ano passado.

Esse investimento pesado em segurança, por outro lado, significa que agora a rede social emprega cerca de 20 mil pessoas focadas nesse aspecto do processo – boa parte, no entanto, são colaboradores funcionários.

Outra parte que está no foco de Zuckerberg é a inteligência artificial, que está sendo melhorada para identificar possíveis buracos na segurança da rede. “Leva menos de 10 minutos para avaliar um vídeo ao vivo que foi reportado por algum motivo”, afirma o executivo, que reforça seu compromisso com a segurança dos usuários na rede.

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