A publicidade tem referências a certos candidatos especificamente e a temas polêmicos da política norte-americana, como a Lei de Sharia, imigração ilegal e o movimento Black Lives Matter

O escândalo que envolve a acusação de que a Rússia teria colocado publicidade paga em redes sociais e plataformas da Web para influenciar as eleições para presidente dos Estados Unidos está longe de acabar. Além de empresas como Facebook e Google, o comitê de inteligência da câmara, formado por políticos Democratas, está investigando como isso pode ter acontecido e como pode ter influenciado a opinião de eleitores norte-americanos.

A publicação Gizmodo conseguiu imagens das propagandas pagas veiculadas em algumas dessas plataformas enquanto advogados do FacebookTwitterGoogle reuniam-se com o comitê de investigação. A publicidade parece despretensiosa, com referências a certos candidatos especificamente e a temas polêmicos da política norte-americana, como a Lei de Sharia, imigração ilegal e o movimento Black Lives Matter.

Influenciando os eleitores

O comitê deu algumas informações importantes sobre o caso, como o fato de que as propagandas no Facebook teriam sido vistas por pelo menos 11,4 milhões de norte-americanos. Já o Twitter identificou 36.746 contas de bot russas que espalhavam mensagens ligadas à política dos Estados Unidos na época das mais recentes eleições para presidência. Foram cerca de 1,4 milhões de tweets vistos pelo menos 288 milhões de vezes.

Confira na galeria alguns dos anúncios revelados para o Gizmodo e que teriam sido pagos para serem veiculados por fontes russas na época da eleição que colocou Donald Trump como presidente dos Estados Unidos:

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