YouTube desmonetizou no fim da semana passada um vídeo do popular vlogger Casey Neistat alegando que o clipe estava infringindo seus termos de serviço. O material divulgado pelo youtuber pedia para que seus seguidores doassem dinheiro para uma campanha que ele tinha iniciado. Todos os fundos seriam revertidos para famílias de vítimas e sobreviventes do atentado terrorista que matou dezenas de pessoas a tiros em Las Vegas no domingo dia 01 de outubro.

Neistat demonstrou seu descontentamento com pelo Twitter na última quinta (05) questionando a ação da rede social sobre um vídeo dedicado à caridade.

“Um vídeo literalmente sobre caridade, no qual eu afirmo que toda a renda do Adsense vai para a caridade. O YouTube diz que não é apropriado para anunciantes”.

Depois da repercussão negativa no Twitter, o suporte do YouTube finalmente respondeu a Neistat explicando que o conteúdo do vídeo feria seus termos de serviço quanto à monetização de conteúdo.

“Nós amamos o que você está fazendo para ajudar, mas não importa a intenção, nossa política é não disponibilizar anúncios em vídeos sobre tragédias”.

A regra de fato existe nos termos do YouTube e foi desenvolvida para impedir que pessoas ou empresas queiram se aproveitar o valor-notícia de uma tragédia para lucrar no YouTube. A plataforma entende isso como uma forma de proteger as vítimas de um possível abuso de produtores de conteúdo. Essa é uma atitude realmente louvável, mas, no caso de Neistat, é bastante questionável.

O youtuber cita o atentado de Las Vegas, mas o assunto principal é a arrecadação de doações que ele está fazendo. Não foram mostrados vídeos do atentado nem fotos da tragédia.

Em vez disso, uma campanha online foi iniciada para que os espectadores pudessem doar dinheiro diretamente, e Neistat afirmou inclusive que se certificaria de que a plataforma de arrecadação não coletaria taxas sobre o projeto. Ele ainda afirmou que toda a renda de publicidade daquele vídeo seria direcionada à causa. Em outras palavras, ele não lucraria nenhum centavo em cima da tragédia, mas sim ajudaria os sobreviventes e familiares de vítimas.

Outro youtuber norte-americano, Philip DeFranco, questionou a plataforma por aplicar essa regra de forma inconsistente. Enquanto penalizava o vídeo de Neistat focado em caridade, permitia que um vídeo do famoso apresentador norte-americano de TV Jimmy Kimmel continuasse lucrando com publicidade mesmo claramente tratando exclusivamente sobre o atentado.

“Querido YouTube, sua resposta é uma palhaçada. Não é verdadeira. As pessoas estão cansadas disso. Melhore”, disse DeFranco publicando uma captura de tela de um anúncio sendo executado antes do vídeo de Kimmel sobre o atentado. DeFranco também publicou um vídeo completo criticando a situação.

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