A realidade virtual é uma ideia que funciona muito bem na teoria e, pouco a pouco, vai se traduzindo positivamente na prática. Empresas e especialistas se preparam para tentar arrancar uma casquinha do que está por vir, e é claro que a Google não poderia estar fora da jogada. Para Matthew Mengerink, novo engenheiro-chefe da gigante, o futuro do YouTube está na realidade virtual.

Logo após ter assumido o cargo na empresa, o especialista botou as mãos em um material exclusivo – ainda confidencial – da Google em realidade virtual. O cara simplesmente pirou: “Vi um conteúdo que simplesmente derreteu meu cérebro”, contou o engenheiro.

Infelizmente, Mengerink não detalhou o que viu, mas deu exemplos de situações em que a realidade virtual pode se encaixar muito bem, como imergir o usuário numa escalada de montanha ou num passeio de bicicleta. Ou, num plano mais ousado, pisotear uma cidade inteira como o Godzilla.

Matthew Mengerink

Gigantes como Facebook e Samsung já flertam com a tecnologia há algum tempo, e é a natural que a Google, outro arranha-céu da modernidade, entre na brincadeira. “Essa é a tecnologia do futuro do YouTube. Essas são as principais apostas: como você muda a forma pela qual as pessoas veem as coisas?”, questionou o engenheiro.

Monetização nos vídeos vs. experiência agradável

Um dos aspectos mais interessantes citados por Mengerink – considerando que a declaração veio de alguém da própria Google – diz respeito à monetização gerada em vídeos na internet (em que o YouTube domina a maior fatia com folga).

Na visão do especialista, é preciso “se certificar de que a monetização não interfira no prazer de assistir a vídeos”. O engenheiro opina que “essa é uma balança difícil de se equilibrar”.

Google e a realidade virtual

De volta à realidade virtual, cerne desta notícia, a Google apresentou, no ano passado, o Cardboard, um kit que, basicamente, transforma o seu smartphone num headset de realidade virtual.

Em maio deste ano, a empresa disse que as pessoas poderiam assistir a vídeos com a tecnologia em um Cardboard através do YouTube. Tudo que o usuário precisa fazer é escolher a referida função a partir do app do site de vídeos no smartphone.

Mas a visão que Mengerink tem é mais ousada e preconiza, acima de tudo, a força da plataforma YouTube. “À medida que a realidade virtual vem à tona, como vamos assegurar que as pessoas experimentem ela no YouTube primeiro?”, ponderou.

Você acha que o YouTube, com a força que tem, pode entregar belas experiências com a realidade virtual? Comente no Fórum do TecMundo.

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