Mesmo enfrentando uma competição feroz com diversas concorrentes no mercado asiático, a Qualcomm já vinha havia anos ostentando uma posição bastante confortável no segmento de chipsets. Pelo menos, até agora. Ao que parece, as investigações antitruste realizadas no braço europeu da companhia, assim como a multa bilionária paga ao governo chinês e os constantes problemas com o Snapdragon 810, tiveram um certo peso no balanço da empresa, levando à demissão de cerca de 4 mil funcionários – o correspondente a 10% de sua força de trabalho.

Apesar de os números serem bem expressivos, pode ser mais uma questão de reajuste e reestruturação interna do que o início da queda da fabricante. A principal especulação, segundo publicações importantes da indústria, é de que o corte de pessoal foi feito para equilibrar as finanças depois de todas essas pedras no caminho. Avalia-se que essa decisão possa valorizar ainda mais as ações da Qualcomm, superando até a perda de uma de suas principais compradoras, a Samsung – que investiu em seu Exynos 7420 na linha Galaxy S6.

Pode parecer estranho que a companhia consiga se sustentar mesmo com todos esses problemas, mas a verdade é que os chipsets da família Snapdragon não são as principais fontes de lucro da Qualcomm. O grosso dos ganhos vem do licenciamento de patentes e recebimento de royalties, garantindo uma renda líquida de cerca de US$ 32 bilhões à empresa. Se por um lado isso permite que os acionistas fiquem mais tranquilos, por outro faz com que alguns analistas peçam pela separação entre as divisões de tecnologia e de componentes.

Mais novidades sobre os rumos que a companhia tomará deverão ser divulgados aos investidores nesta terça-feira (21), data na qual serão revelados os seus relatórios trimestrais mais recentes. Outra aposta é no vindouro Snapdragon 820, que tem a árdua missão de reparar todas as falhas de seu irmão mais velho – superando a performance dele, mas sem esquentar tanto o hardware a ponto de causar travamentos em celulares e tablets com o chip.

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