Em um evento fechado para a imprensa especializada, a Qualcomm apresentou hoje (20) a segunda parte de seu Índice Qualcomm da Sociedade de Inovação (QuISI), estudo encomendado ao instituto Convergência Research e que visa levantar o grau de adoção de novas tecnologias em uma determinada sociedade.

Em seu primeiro capítulo, a pesquisa revelou hábitos e características do internauta brasileiro, comentando inclusive sobre sua relação com as redes sociais e dispositivo móveis (clique aqui para conferir).

No trecho demonstrado na manhã desta terça-feira, o QuISI analisa a assimilação de novas tecnologias por parte das empresas e também os avanços na área de Internet of Everything (mais conhecida como “Internet das Coisas” ou IoE). Vale lembrar que este termo refere-se ao conceito de conectar o máximo de objetos cotidianos que for possível, fazendo com que eles se comuniquem entre si e trabalhem de forma mais adequada para seus usuários (isso inclui geladeiras, relógios e até carros inteligentes).

Presença online e dispositivos móveis

Assim como em sua primeira parte, este trecho da pesquisa revelou algumas estatísticas bem interessantes sobre o cenário corporativo brasileiro. É curioso saber, por exemplo, que 17% de nossas empresas não possuem qualquer tipo de conexão com a internet – todas elas têm em comum o fato de não terem mais do que 10 funcionários.

Das companhias que usam a rede de alguma forma para trabalhar, apenas 45% tem um website e 44% possuem perfis em redes sociais (sendo que só 11% dentro desse grupo usa tais recursos para interagir com seus clientes; a maior parte deles utiliza apenas para divulgações convencionais).

Além disso, 47% das companhias conectadas já usam VoIP dentro do ambiente profissional; entre as que não ainda não usam esse protocolo, 44% pretende implementar em um futuro breve.

Outro fato interessante é a adoção de dispositivos móveis no ambiente de trabalho. É cada vez mais comum ver companhias incentivando o uso de gadgets portáteis para aumentar a produtividade do funcionário – seja através do empréstimo de dispositivos ou de um programa do tipo Bring your own device (“Traga seu próprio aparelho”, mais popular pela sigla BYOD).

Contudo, de acordo com a Qualcomm, só 21% dos funcionários de empresas conectadas usam um smartphone para trabalhar e apenas ¼ de tais companhias oferecem apps próprios para o trabalho – o resto usa softwares genéricos. A tendência é que essas estatísticas cresçam até 2015, pois 24% das organizações que ainda não usam smartphones de forma profissional pretendem incorporar essa tecnologia em um futuro próximo.

Nosso forte é o setor de pagamentos

Já no campo de IoE, o destaque fica para o atraso do Brasil na adoção desse conceito em comparação com o resto do mundo. Na análise efetuada pela Convergência Research, nosso país obteve nota 1,17 (de 100 pontos), enquanto a Suécia pontuou 10,07. O México, por sua vez, ficou logo atrás com 0,84.

O setor mais desenvolvido por aqui é o de pagamentos, com 55% de participação total das conexões que podem ser consideradas como IoE. O ramo de veículos inteligentes aparece em segundo, com 30% do gráfico.

Contudo, de acordo com Mariana Rodriguez Zani, diretora geral do Convergência Research, o México é superior ao Brasil em termos qualitativos (ainda que seja menor de forma quantitativa). Por sinal, falando unicamente em volumes (e não em qualidade), o Brasil é o terceiro mercado mundial em conexões Machine-to-Machine (M2M) móvel, com 8,30 milhões de linhas contra 28,60 milhões dos EUA e 34,70 milhões da China.

Entre as tendências apontadas pelo instituto, destaca-se a previsão de que o número de veículos conectados no Brasil aumentará entre 10% a 20% por ano durante os próximos três anos. Além disso, nosso país deve ter pelo menos 55 milhões de conexões M2M móveis até 2020, movimentando cerca de US$ 1 bilhão através desse segmento.

A terceira e última parte do QuISI – que abordará a esfera governamental no ambiente da inovação – deve ser apresentada pela Qualcomm durante o mês de agosto.

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