(Fonte da imagem: Norebo Stock)

Através de uma coletiva de imprensa realizada hoje (17) em seu laboratório recém-inaugurado em São Paulo capital, a Qualcomm apresentou oficialmente a primeira parte de seu Índice Qualcomm da Sociedade de Inovação (QuISI), um estudo inédito que visa levantar o grau de adoção, assimilação e utilização de tecnologias da informação em diversas sociedades ao redor do mundo.

O estudo foi realizado em parceria com a Convergência Research, órgão especializado em realizar pesquisas de mercado com enfoque em países latino-americanos, que levantou dados do Brasil e do México, as duas maiores economias da América Latina.

Foi criada uma metodologia única para realização de tal estudo, que analisa três âmbitos de adoção de tecnologia em uma sociedade (pessoas, negócios e governos) e também três contextos-chaves (conectividade, internet das coisas e inovação). A primeira parte do índice apresentado é focada nos dois primeiros conceitos, ou seja, pessoas e conectividade.

(Fonte da imagem: Reprodução/Qualcomm)

País nem tão conectado

No QuISI Conectividade (que analisa o impacto na sociedade da penetração de serviços de comunicação), o Brasil angariou 34,10 pontos (de 100 possíveis) e ficou com o o 44º lugar no ranking de 73 países que foram analisados, sendo categorizado como “intermediário” em nível de conectividade.

Trata-se do mesmo grau em que se encontram o Uruguai, a Argentina, a Venezuela, a Colômbia e o Equador, entre outros. Dentro da América Latina, conquistamos a 4ª colocação; ao sermos comparados com outros países integrantes do BRICS, alcançamos o 2º lugar, ficando atrás somente da Rússia.

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O internauta brasileiro

Já no QuISI Pessoas (que mede a assimilação do uso de internet entre as pessoas em um rol de diferentes atividades e dispositivos), o Brasil fez 18,20 pontos de um total de 100 possíveis.

Para chegar a esse resultado, foi estudado o perfil de utilização de diferentes dispositivos, dados levantados através de uma pesquisa que entrevistou 1.400 internautas ao redor do país (1.100 por questionários online e 300 por telefone) ao longo de julho de 2013. O México obteve um resultado ainda menor: 15,13 pontos de 100 possíveis, ficando bem atrás dos EUA (43,54) e do Reino Unido (46,65).

O estudo também ressaltou os principais pontos positivos do Brasil (uso intenso de redes sociais, boa aceitação de aplicativos de internet banking e alta popularidade de serviços de entretenimento), além de indicar índices que possuem grande potencial de crescimento para os próximos anos (como download de aplicativos e maior adoção do e-commerce móvel).

(Fonte da imagem: PCMA)

Perfis de utilização

A Qualcomm também classificou os usuários de tecnologias da informação em três categorias com o intuito de analisar melhor o seu comportamento e grau de intimidade com novos conceitos tecnológicos: os internautas “Basic” (que possuem até dois dispositivos), os “Smart“ (que geralmente possuem três gadgets) e os “Hyper” (que possuem cinco ou mais aparelhos eletrônicos e utiliza pelo menos três deles para acessar a internet).

Foi constatado que apenas 65% dos usuários de smartphones baixam aplicativos em seu celular, sendo que aqueles do perfil Hyper baixam mais (79%) do que os do perfil Smart (57%). Os apps mais populares são os jogos, seguidos por clientes de mensagens instantâneas e ferramentas de vídeo, fotografia e televisão.

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Chama a atenção também o fato de que apenas 15% dos softwares citados pelos entrevistados são locais; ou seja, com conteúdo voltado especificamente para o internauta brasileiro. Quando questionados sobre pontos da telefonia celular que poderiam ser melhorados, 46% dos participantes do estudo afirmaram que não há nada que possa ser aprimorado.

Contudo, 25% afirmam que é necessário que as operadoras melhorem a qualidade de seus serviços, 11% sentem falta de mais aplicativos, 9% estão insatisfeitos com preços dos planos e 3% reclamaram do atendimento ao cliente.

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