Por que os leitores de digitais invadiram os celulares?

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Há tempos que os smartphones tem ficado muito parecidos uns com os outros, revelando diferenças apenas nas configurações de seus atributos. Telas maiores, processadores mais potentes e câmeras com mais megapixels são as vedetes do momento.

Porém, os leitores de impressão digital são uma exceção à regra e podem traçar uma linha clara entre os dispositivos do passado e os aparelhos que vamos usar no futuro. E não, não se trata de apenas uma moda passageira ou um capricho das fabricantes.

Apple Touch ID no iPhone 6S

O começo do adeus para as senhas

Este ano de 2015 foi um período de transição para os smartphones com scanner de impressão digital por dois motivos: o primeiro é que a ampla maioria das fabricantes desenvolveu ou adquiriu sensores realmente rápidos e precisos.

No ano passado, apenas Apple e Huawei possuíam recursos decentes de scanner, enquanto que agora temos a Samsung, com seu Galaxy S6, a HTC com o One A9 e M9+, a Sony com o Xperia Z5 e Z5 Compact e a LG com o V10.

Isso sem contar um dos melhores sensores disponíveis na atualidade, o Nexus Imprint, disponível no Nexus 6P e 5X. Aqui chegamos ao segundo motivo da transição: a Google adotou o reconhecimento de digitais como um recurso nativo com a chegada do Android Marshmallow, o que deve popularizá-lo rapidamente.

Google Nexus Imprint  no LG  Nexus 5X. 

Pagamentos, o carro chefe da tecnologia

Um dos interesses que estão por trás dos scanners de impressão digital é a sua utilidade em sistemas de pagamento online. Como Apple, Samsung e Google já tem seu próprio ecossistemas, era de se esperar que os seus novos aparelhos e SOs viessem com suporte ao recurso.

Apple Pay, Samsung Pay e Android Pay estão ainda em seus estágios iniciais de desenvolvimento, mas o sensor digital biométrico pode dar um empurrãozinho tecnológico para que a nova forma de pagamento se torne, finalmente, uma opção das massas.

Além disso, a entrada da Google nesta jogada significa que ambas as plataformas móveis dominantes estão alinhadas na mesma abordagem. Para garantir a segurança e ganhar a confiança dos usuários, a empresa instituiu no Android 6.0 um requisito de segurança bastante rigoroso: a taxa de aceitação falsa não pode ser superior a 0,002%, dando mais tranquilidade para quem não comprar um dispositivo Nexus.

LG V10 também tem sensor de impressão atrás

Velocidade instantânea

Os pagamentos são atualmente a parte mais útil do reconhecimento de impressão digital. Eles podem transformar nossa interação com a compra de produtos e devem se encaixar perfeitamente na rotina diária das pessoas. Mas isso é apenas o começo.

Por exemplo: nós desbloqueamos nossos telefones dezenas de vezes por dia, um verdadeiro exercício para os dedos. Por isso, um dos primeiros choques causado nas pessoas é a rapidez com que é possível desbloquear o aparelho, fazendo com que o uso de um padrão ou um PIN pareça algo ultrapassado.

Outro fato curioso é que esta geração de sensores de impressão digital está tão rápida que a tela de bloqueio chega a ser ignorada, já que os usuários não chegam a vê-la. Dessa forma, ela pode ser completamente descartada.

Isso acaba levantando uma questão sobre a importância da screenlock. Ela poderá ser trocada por uma outra opção, por exemplo, como uma página resumida de notificações que é exibida assim que o sensor for ativado. O celular também poderia exibir conteúdos diferentes dependendo do dedo que você usa para liberar o aparelho.

Sensor de impressão digital do Xperia Z5 é na lateral

Correndo por fora

Vale notar que algumas gigantes da tecnologia estão fora desta corrida, sendo a Motorola e a Microsoftas principais expoentes – e isso fará com que elas percam oportunidades. O Moto X Style, por exemplo, é um excelente dispositivo Android, mas ele acaba perdendo pontos por não contar com o sensor de digitais.

E embora os novos Lumias tenham sido anunciados com diversas tecnologias e uma grande performance, ambos não contam com leitor de impressão digital. A Microsoft optou por usar um leitor de íris para realizar o desbloqueio no Lumia 950 e no 950 XL. Mas se ela pretende criar um serviço de pagamento móvel, a empresa também deverá adotar o recurso de impressão digital.

Por enquanto, apenas dispositivos tops de linha contam com leitores de impressão digital e o recurso é apenas um adicional ainda sem tanta utilidade para os usuários. Mas com o suporte do Android Marshmallow, essa situação deve mudar dramaticamente com a chegada de uma enxurrada de aparelhos.

Sendo assim, haverá também uma grande ampliação dos recursos disponíveis para serem usados com a impressão digital que vão além do pagamento. E este é o motivo pelo qual seu próximo smartphone deve, talvez, incluir um leitor de impressões digitais.

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