O fundador da Oculus, Palmer Luckey, afirmou, por meio de uma publicação em seu site, que não é o preço dos headsets que impede a adesão em massa da realidade virtual, mas sim a falta de estratégia das empresas em criar dispositivos capazes de se adaptar melhor à variedade de usuários.

Segundo Luckey, se óculos de realidade virtual fossem distribuídos de graça para as pessoas, mesmo assim eles deixariam de ser utilizados dentro de algumas semanas ou meses. Para ele, a “qualidade da experiência” é a grande vilã da falta de popularidade da RV.

Nesse sentido, ele sugere que as companhias invistam num hardware melhor, ampliem o conteúdo disponível, e que este consiga atender a uma maior variedade de gostos, se baseando em idade, sexo, raça, etc.

A realidade virtual não é uma tecnologia nova. Mesmo antes dela existir de verdade, já era largamente retratada em filmes de ficção científica, aguçando a curiosidade daqueles que imaginavam um mundo onde, um dia, ela seria possível. Hoje, depois dos esforços de gigantes como Sony, Oculus, Google, HTC, Asus e Lenovo, parece que o grande público simplesmente ainda não se encantou, talvez pelo preço dos dispositivos, por eles precisarem se conectar a um computador, ou pela falta de um conteúdo que realmente justifique a adesão.