Em 2016, o governo chinês conseguiu aprovar uma lei que proíbe apps que façam coisas que, de acordo com a China, ameaçam a segurança nacional e o estado atual das coisas, forçando companhias como a Apple a remover o app do New York Times. Agora, o Estado quer que as lojas de apps se registrem no governo por um motivo parecido.

Basicamente, a proximidade de revendedores digitais, como a companhia da Maçã, é retirar malwares e aprimorar a segurança ao retirar “conteúdos ilegais” (ou seja, informações contra o governo chinês ou que não atendam aos padrões de censura do país). A medida entra em vigor a partir de hoje (16), e as lojas que não obedecerem não poderão mais atuar legalmente no país.

O registro das lojas de apps servem para monitorar o conteúdo ainda mais de perto e evitar que o status quo seja abalado

O ponto positivo (talvez o único) é que essa malha fina pode reforçar a retirada de apps nocivos que chegam ao Android, pois a Google Play não está oficialmente no país. Por conta disso, muitos serviços intermediam os aplicativos do sistema e trazem muitos malwares no caminho.

Em contrapartida, há o que tem de ruim se tornando ainda pior: será ainda mais difícil ter a aprovação do governo para certos tipos de conteúdo, ferindo ainda mais a liberdade de expressão e a propagação da cultura e informação estrangeira na China, além de ser um serviço extra para as lojas digitais se adequarem.

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