Com o assustador avanço nas tecnologias e no mercado de smartphones nos últimos anos, não seria de se estranhar se você já tiver parado para imaginar como as coisas vão estar daqui a algum tempo. A empresa de pesquisas International Data Corporation (IDC) afirma que seus dados permitem saber a resposta para essa questão.

A companhia afirma acreditar que somente no ano de 2018 serão vendidos aproximadamente 1,8 bilhão de celulares inteligentes, um número que representaria uma taxa média de crescimento anual de 12,3% desde 2013. No entanto, ainda que o total de aparelhos vendidos deva subir, a IDC acredita que o preço de cada um deles vai ser reduzido.

A partir do preço médio de venda de smartphones nos Estados Unidos neste ano, de US$ 314 (cerca de R$ 701, sem impostos), o instituto prevê que os preços devem seguir a tendência do último ano e continuar caindo até atingirem uma média de US$ 267 (aproximadamente R$ 596) em 2018. A queda pode ser explicada tanto pelo barateamento dos componentes que forma os gadgets quanto pela alta demanda por modelos de entrada nos mercados emergentes.

Sobre robôs, maçãs, janelas e frutinhas pretas

Já com relação aos sistemas operacionais, o IDC afirma que a fatia de controle de mercado do Android deve cair dos 80,2% previstos em 2014 para 77,6% em 2018. Similarmente, a porção do iOS deve cair dos 14,8% de 2013 para 13,7% no prazo final do estudo.

O motivo para a queda de ambos é o crescimento percentual dos dispositivos com Windows Phone, cuja saída deve aumentar de 43,3 milhes de celulares este ano para 115,3 milhões em 2018. Isso representa uma taxa composta de aumento anual de impressionantes 28,1%.

Por fim, a BlackBerry deve vender 49,6% menos dispositivos este ano do que em 2013, caindo para 9,7 milhões de unidades. O IDC prevê que as quedas da empresa devem continuar e atingirão apenas 4,6 milhões de aparelhos vendidos em 2018, número que representa uma taxa composta de crescimento de 25% negativos no período de cinco anos.

O caminho de baixo

Segundo o gerente de pesquisa do IDC Ramon Llamas, as vendas de smartphones daqui até 2018 vão mais do que dobrar nos principais mercados emergentes, incluindo Índia, Indonésia, Rússia e China – esta última vai ser responsável sozinha por um terço das compras no ano final. “Esses e outros países vão oferecer múltiplas oportunidades tanto para vendedores quanto para operadoras, mas o ponto chave vai ser balancear preços acessíveis e expectativas”, diz.

O diretor do programa, Ryan Reith, complementa afirmando que até pouco tempo atrás baixo custo era sinônimo de pouca qualidade. No entanto, a competição acirrada no mercado high-end fez com que algumas empresas tentassem se beneficiar ao oferecer gadgets baratos, mas com uma experiência “boa o bastante” para satisfazer a necessidade de muitas pessoas – caso da Motorola com o Moto E, por exemplo.

“Isso é um indício de que os componentes que eram usados em smartphones de ponta há dois ou três anos ainda bastam em muitos aspectos e, no fim das contas, permitem que os fabricantes apresentem soluções viáveis de baixo custo”, conclui Reith. E aí, concorda com as previsões do IDC? Deixe sua opinião nos comentários enquanto esperamos 2018 chegar para conferirmos por nós mesmos.

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