É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a OPPO, uma companhia chinesa fundada em 2004 que anda fazendo sucesso no mercado de smartphones. Seguindo a tendência das empresas sediadas no país asiático, a marca se destaca na indústria por conseguir oferecer dispositivos de alta performance por um custo bastante justo e acessível.

Estreando uma série de reportagens a respeito de companhias chinesas que vêm chamando atenção do mundo com produtos inovadores e conceitos revolucionários, o TecMundo entrevistou com exclusividade Eli MacKinnon, porta-voz da OPPO para o segmento de dispositivos móveis.

Embora a empresa tenha sido fundada em 2004, os esforços para garantir que a marca tivesse um alcance global começaram três anos antes disso. “Após a criação e o registro do nome, fizemos uma série de intensos testes fonéticos e semânticos no mundo inteiro”, afirma Eli, referindo-se à preocupação de que o título “OPPO” fosse atraente em diferentes idiomas e linguagens. Em 2005, a companhia inaugurou seu escritório no Vale do Silício, com o intuito de comercializar reprodutores de DVD/Blu-ray e headphones no mercado norte-americano.

Expansão e possíveis operações no Brasil

Atualmente, a marca OPPO está registrada em 116 países e regiões, embora a empresa só esteja oficialmente presente em 20 mercados ao redor da Ásia, Oriente Médio, África, Oceania e América Latina. “Atualmente, nosso foco está direcionado para a Indonésia, Vietnã, Malásia, Tailândia, Birmânia, Filipinas e Índia”, comenta o executivo. “Mas também pretendemos aumentar nossa presença no Sudeste Asiático, assim como no Oriente Médio e África do Norte, que são os mercados mais recentes em que nós nos estabelecemos”.

Nunca eliminamos a possibilidade de entrar em mais mercados latino-americanos, incluindo o Brasil

De acordo com Eli, existe sim a possibilidade de a OPPO passar a operar oficialmente no Brasil, onde a empresa já identificou uma demanda razoável por seus smartphones. “Nós já estamos operando no México há um ano e trabalhando para melhorar nosso market share nas gôndolas mexicanas. Também estamos explorando outras oportunidades e nunca eliminamos a possibilidade de entrar em mais mercados latino-americanos, incluindo o Brasil. É só uma questão de tempo”, esclarece.

Embora a OPPO não seja muita famosa por aqui, os números da empresa são assustadores. Em 2014, a marca vendeu 30 milhões de smartphones ao redor do mundo, e Eli afirma que a meta para 2015 é comercializar 45 milhões, sendo 10 milhões apenas no mercado estrangeiro (ou seja, fora da China). “Foi em 2014 que nós inauguramos nossa estratégia para conquistar os mercados estrangeiros. Tivemos ótimas conquistas desde então”, afirma.

Os destaques do catálogo

Atualmente, o portfólio da OPPO conta com cerca de 30 smartphones diferentes, sendo que a maioria deles se encaixa nas categorias high end (top de linha) e middle end (intermediário). Os mais recentes lançamentos da companhia foram o R7, o R7 Lite e o R7 Plus. Este último conta com um processador Qualcomm Snapdragon 615 de oito núcleos, 3 GB de memória RAM, 32 GB de armazenamento interno e uma bateria de absurdos 4.100 mAH.

O modelo também se destaca pela câmera traseira de 13 MP e pela generosa tela AMOLED 2.5D de 6 polegadas. Usando um carregador especial vendido separadamente – batizado como VOOC Flash Charge –, é possível conseguir duas horas de bateria deixando o celular na tomada por apenas 15 minutos. O preço sugerido é de 3 mil iuans, equivalente a US$ 470 (ou R$ 1,8 mil) na cotação atual.

Outro sucesso da OPPO é o N3, que chama atenção por causa de sua câmera giratória de 16 MP. Equipado com um Snapdragon 801 de quatro núcleos e 2 GB de memória RAM, o modelo conta com um display de 5,5 polegadas e bateria de 3.000 mAh. Ele foi lançado no fim do ano passado por US$ 649, o que hoje em dia pode ser traduzido em R$ 2,6 mil. Todos os smartphones rodam o ColorOS, um sistema operacional próprio baseado no Android.

Os resultados de uma boa estratégia

Eli ressalta que a OPPO sempre teve como objetivo trabalhar com dispositivos top de linha e intermediários, e é nesse segmento que a marca pretende continuar atuando. “Nos últimos meses, nós ocupamos quase 40% do mercado de smartphones que custam entre 2 mil e 2,5 mil iuans (entre US$ 320 e US$ 400). Ao mesmo tempo, fomos considerados o número 2 em julho e número 1 em agosto como single brand [marca não afiliada com outras empresas e que se sustenta sozinha] no marketshare da China”, comenta o executivo.

É uma disputa difícil, visto que a China está saturada de boas empresas oferecendo smartphones de qualidade. A Xiaomi é uma delas, assim como a OnePlus, que, inclusive, foi formada pelo ex-presidente da OPPO, Pete Lau. Resta ver como a companhia se sai em mercados estrangeiros – e especular se ela terá sucesso caso decida desembarcar no Brasil em um futuro próximo.

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