Uma das companhias mais promissoras dos últimos anos na tecnologia está vivendo um verdadeiro pesadelo há vários meses. A Oculus, responsável pela criação do Oculus Rift e do "boom" inicial da realidade virtual, acaba de perder o seu CEO e cofundador. Trata-se de Palmer Luckley, cuja saída foi oficialmente anunciada em uma declaração ao site UploadVR.

"Palmer será lembrado com carinho. O seu legado se expande muito além do Oculus. Seu espírito inventivo ajudou a dar o pontapé inicial na revolução moderna da realidade virtual e construir uma indústria. Somos gratos por tudo que ele fez para a Oculus e à VR, e desejamos a ele tudo de bom", diz o comunicado, que faz quase parecer que o executivo nem está mais entre nós.

O Facebook, atual dono da Oculus, se recusou a responder se a saída de Palmer foi ou não voluntária, pois não discute assuntos internos de ordem pessoal. O último dia dele como funcionário da empresa será nesta sexta-feira (31).

Como chegou a esse ponto?

É bem verdade que a saída do CEO e cofundador não significa o fim da Oculus — a tecnolgia de realidade virtual segue bastante promissora e tendo a empresa como uma de suas grandes forças em hardware e software. Porém, é inegável que a indústria pode desacelerar em breve, e os problemas enfrentados pela marca são parte dessa bola de neve.

No auge e com o Oculus Rift ainda como promessa, Palmer foi capa de revista

Capa da prestigiosa revista TIME com menos de 25 anos, Palmer ganhou a antipatia de parte da comunidade quando ficou comprovado que ele ajudou a financiar um grupo troll que apoiava Donald Trump na internet com conteúdos agressivos. Ele também perdeu um processo judicial para a empresa ZeniMax, no qual ficou comprovado que a Oculus violou um acordo empresarial. Por fim, várias das estações de teste da tecnologia foram removidas nos Estados Unidos, aparentemente por baixa popularidade.

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