Nokia segue investindo pesado nas câmeras  (Fonte da imagem: Reprodução/Pelican Imaging)

Pouco mais de dois anos atrás, em fevereiro de 2011, nós mostramos os projetos de uma startup norte-americana chamada Pelican Imaging. A ideia da empresa era desenvolver câmeras superpotentes para gadgets portáteis, tudo utilizando tecnologias próprias e em tamanhos reduzidos.

Pois é, e parece que as ideias da empresa cativaram algumas gigantes do mercado. Isso porque, segundo a Bloomberg, a Nokia está de olho nas novidades produzidas pela Pelican.

O que chama a atenção da companhia é a ideia de utilizar diversas câmeras em um dispositivo e, depois, contar com um programa capaz de calcular todas as informações presentes na imagem, processando os dados e entregando imagens fantásticas ao dono do smartphone, por exemplo.

Isso permitiria que a qualidade vista em câmeras profissionais – e muito maiores, fisicamente falando – pudesse ser vista também nos próximos gadgets da Nokia. O maior interesse da empresa finlandesa estaria nos algoritmos que fazem tais cálculos, algo que a Pelican Imaging já “domina com perfeição” segundo a Bloomberg.

Nokia: investindo em câmeras para abocanhar mercado

Nos últimos anos a Nokia tem investido pesado nas câmeras de seus smartphones. A tecnologia Pureview presente no Lumia 920, por exemplo, tem sido o grande chamariz da empresa em suas campanhas publicitárias – em alguns casos, aparecendo mais do que o Windows Phone 8, sistema operacional do aparelho e que também é uma novidade mercadológica.

Tudo isso acontece por uma razão bem específica. Os pesquisadores da Nokia não são amantes da fotografia, mas sabem que a busca por fotos com imagens cada vez melhores aparece em terceiro lugar na lista de motivos que fazem alguém trocar de smartphone.

E, mais do que nunca, a empresa necessita que as pessoas adquiram os seus novos produtos. Mesmo com o crescimento das vendas dos Lumia (que atingiram 5,6 milhões nos primeiros três meses do ano, contra 4,4 milhões de aparelhos vendidos no último trimestre de 2012), a empresa tem somente 3% do mercado, sendo que mais de 90% do marketshare fica nas mãos do Android e da Apple.

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