Quando um evento como o Salão de Paris acontece, a história é quase sempre a mesma: muitas fotos e muitas matérias de carros que você quase não vê andando pelas ruas. Isso faz com que surja a seguinte dúvida: se você mal vê carros esportivos ou superesportivos andando por aí, por que as montadoras ainda os produzem?

Ninguém melhor do que um executivo de um dos maiores grupos da indústria automotiva para responder essa pergunta. Carlos Ghosn, CEO do grupo Renault-Nissan, afirmou em uma entrevista para o CNET que acredita que os carros esportivos são importantes para o mercado – e isso faz dele um cara muito legal, mesmo que você não o conheça.

O brasileiro, que está no comando do grupo desde 2000, explicou que não prevê vendas robustas em um futuro próximo mas que, ainda assim, não há como não destacar a importância desses modelos para o mercado. “Eles são a referência. São um registro da tecnologia e da marca”, afirmou. 

Essa opinião vem reforçada por uma proporção muito interessante: enquanto os esportivos respondem por apenas 10% das vendas da indústria no mundo todo, eles são também o alvo de 90% da cobertura da mídia no segmento.

Isso quer dizer que, enquanto os Marchs e Sentras servem para fazer o dinheiro rolar para os caixas da Nissan, modelos como o GT-R são os que realmente carregar a bandeira e estampam o nome da montadora por aí pela atenção que chamam.

“Vamos continuar produzindo carros esportivos por sua grande importância para contar a história da companhia”, explicou Ghosn. Vale lembrar que a empresa anunciou esta semana que está trazendo o Godzilla de forma oficial para o Brasil com uma etiqueta de R$ 900 mil.

A linha esportiva da Nissan é complementada por modelos como o 370Z e, lá fora, pelos modelos preparados pela NISMO. A companhia já deu indícios de que prepara um sucessor para o GT-R que deverá ser um hipercarro híbrido, mas não há qualquer detalhe a respeito.

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