Não há dúvidas de que a Netflix está na lista dos serviços mais populares da atualidade. Por uma mensalidade de R$ 19,90, o usuário tem acesso a diversos conteúdos que vão de filmes clássicos a trabalhos recentes, mas parece que não são todos que estão dispostos a pagar essa taxa – ao menos é o que indica uma pesquisa feita pela Survata. 

De acordo com o levantamento (que ouviu as opiniões de 2.255 pessoas nos Estados Unidos em janeiro), 31% dos usuários do serviço na terra do Tio Sam usam contas de outras pessoas. É possível ver que tal prática tem mais popularidade entre o público jovem, já que 67% dos que possuem entre 13 e 17 anos de 50% dos que estão na faixa entre 18 e 24 anos recorrem a esse artifício.

Quanto mais velho o usuário, menor a chance de apelar para o compartilhamento de contas

Homem ou mulher? 

Se a essa altura você está com a pergunta acima na cabeça, foi mencionado que 37% dos que assistem ao conteúdo da Netflix com a ajuda de amigos são homens, enquanto 27% são mulheres. 

Evidentemente, tal ação tem um peso para a Netflix. Um relatório feito pela Parks Associates informou que a empresa perde pelo menos US$ 500 milhões por ano por conta dos compartilhamento de contas. Porém, parece que isso não chega a ser um problema, pois Reed Hastings, diretor-executivo da companhia, informou durante a CES 2016 que muitos desses usuários acabam se tornando assinantes quando conseguem seu próprio dinheiro. 

Aliás, a Netflix não é a única a dizer que o compartilhamento de contas não chega a ser algo totalmente negativo. Richard Plepler, diretor-executivo da HBO, mencionou que as pessoas que dividem suas contas do HBO Go acabam criando um “veículo de marketing fantástico”, além de ser algo que não gera tanto impacto nos negócios. 

Não é só na Netflix 

Ainda que serviços de streaming tenham sido mencionados nessa notícia, eles não são os únicos a serem afetados pelo compartilhamento. Basta lembrar, por exemplo, que é possível encontrar pessoas que fazem isso no Steam, na Xbox Live e na PlayStation Network, permitindo que elas tenham acesso aos jogos sem necessariamente comprá-los. 

E você, o que acha de tudo isso? Acredita que compartilhar senhas em serviços online realmente é algo que pode ajudar a trazer mais usuários ou enxerga tal ação como uma prática que não deve ser seguida? Deixe a sua opinião no espaço destinado aos comentários.

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