Depois do enorme sucesso do FireFox nos computadores, a gigante Mozilla agora volta suas atenções também para um mercado emergente e dotado de incrível potencial, o de celulares, que conta com aparelhos cada vez mais velozes.

O anúncio da versão portátil do navegador — batizada de Fennec, em referência à raposa do Sahara — confirmou a expectativa dos analistas com relação à expansão da atuação da empresa no mercado, justamente para que ela possa fazer frente aos concorrentes, como o Opera, por exemplo. Os principais alvos, por ora, são telefones com sistema operacional Linux e, surpreendentemente, Android, da empresa Google.

Essa raposa não é de fogo, mas sim do deserto.

Fórmula de sucesso

Fennec  tem como focos praticidade de uso e a experiência completa de internet, sem cortes. Para proporcionar isto ao usuário, os comandos foram revistos, permitindo que a página seja visualizada exatamente como nos iPhones, por arrasto na direção desejada. O conteúdo ainda pode ser ajustado em diferentes níveis de zoom (use o rolador do mouse para testar!) para que tudo fique legível em qualquer formato e tamanho de tela.

Mas o grande diferencial está no acesso aos comandos de navegação. Ao invés de ir até o topo da página, como tradicionalmente visto, basta arrastar a tela para a esquerda ou para a direita. O conteúdo será deslocado e novos botões aparecerão nos menus laterais, como “Avançar” e “Voltar”, facilitando muito a navegação.

Outra grande adição para os portáteis será o sistema de abas, que permite que vários sites sejam abertos simultaneamente, sem interferirem uns com os outros. Quer abrir um link sem sair da sua pesquisa atual? Sem problemas, deixe o endereço carregando em outra tela enquanto  finaliza sua leitura.

O navegador rodando no Windows Vista.

O mais completo

Em meio a todas estas novidades, talvez a que mais desperte a curiosidade e interesse das pessoas seja a inclusão de suporte para plug-ins e complementos, já encontrados na versão Desktop do Firefox.

O que são e quais as suas funções? Fazem com que páginas e aplicativos em Flash rodem, carregam sistemas Java e teclados virtuais (encontrados nos sites de bancos), integram a leitura de documentos em PDF ao próprio navegador, criam vínculos com outros programas para que eles sejam abertos sempre que necessário, entre muitas outras tarefas (coisas que nem o iPhone ainda faz).

Não que todas as supracitadas vão estar presentes na versão final para celulares, mas se os Fennec de teste para Windows, Linux e Mac servirem como indicativos, ótimas surpresas estão no horizonte dos que acessam a rede dos seus portáteis.

Recursos e complementos, na área esquerda.

Para acessar esta seção no programa, arraste a tela para a esquerda, clique na engrenagem e depois no ícone de quebra-cabeça que aparecerá.

Promessa para o futuro

De recursos, Fennec está recheado, prometendo concorrência séria ao Safari da Apple, ao Opera — disponível para várias plataformas — e aos navegadores embutidos nos sistemas.

A versão para Windows ainda apresenta grandes falhas (na leitura de alguns sites ou ainda nos comandos de arrasto que são relativamente travados), mas dá para perceber do que ele será capaz. Conseguindo rodar com eficiência códigos Java e aplicativos em Flash, ele já terá superado seus adversários.

Uma das mais altas pontuações no Acid3.

O sistema de botões laterais é uma ótima sacada, mas pode ser confuso e até mesmo desconfortável se você estiver trabalhando com abas e em níveis de zoom mais elevados, algo que irá requerer mais movimentos de tela.

De tudo, só há uma certeza, a de que todas as nossas necessidades cotidianas serão centralizadas nos celulares. A internet portátil é apenas um dos desafios que serão enfrentados pelos desenvolvedores e fabricantes nesta nova geração da comunicação.

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