Gastos com viagens compartilhadas podem ir a US$ 1 trilhão em 2026

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Com base na pesquisa mais recente da consultoria britânica Juniper Research, a revista Cities Today divulgou na semana passada (17) que os gastos com viagens compartilhadas por consumidores devem atingir a cifra de US$ 937 bilhões, o equivalente a impressionantes R$ 5,4 trilhões, em 2026. Segundo os consultores da empresa de business intelligence, o valor corresponde a 50 vezes as receitas somadas dos metrôs de Londres, Nova York e Pequim em 2021.

A pesquisa destaca a necessidade da criação de políticas governamentais que visem reduzir o uso de veículos privados nas grandes cidades, mediante a utilização do transporte público em viagens multimodais. De acordo com o estudo, os consumidores dos Estados Unidos e da China irão liderar o mercado mundial de serviços de compartilhamento de viagens, com uma participação de 65% no faturamento do setor em 2026.

Para o principal autor da pesquisa chamada "Compartilhamento de viagens: análise da cadeia de valor, tamanho do mercado e previsões 2021-2026", Adam Wears, "nossa pesquisa prevê que esse crescimento significativo nos gastos ocorrerá, em parte, como resultado do uso de viagens compartilhadas em conjunto com o transporte público". Falando à Cities Today, o autor explicou que esse resultado seria proveniente da introdução do elemento multimodal.

E o que ocorrerá com as viagens de ocupação individual?

Fonte: Shutterstock/Reprodução.Fonte: Shutterstock/Reprodução.Fonte:  Shutterstock 

Sobre as viagens de ocupação individual, que podem representar mais uma indesejada forma de emissão de poluentes, Wears alerta que, apesar do crescimento dos serviços de viagens compartilhadas em 2026, somente 13% dos consumidores optarão pela modalidade de caronas.

Como um reflexo da pandemia da covid-19, o restante dos consumidores irá optar pelas viagens de ocupação única, mostrando que a maioria dos usuários está disposta a pagar mais apenas pelo privilégio de viajar só. Para contornar essa tendência, a pesquisa sugere que as plataformas usem incentivos não financeiros para impulsionar a adoção dos serviços de carpool, para estimular a cultura de caronas.

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