Tesla acata China e guarda dados no país por medo de espionagem

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Imagem: Bram Van Oost via Unsplash/Reprodução
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A Tesla, após se deparar com exigências do governo chinês, decidiu armazenar localmente os dados coletados no país pelos seus veículos. A novidade foi anunciada na noite desta terça-feira (25) pela própria empresa através da rede social Weibo. O comunicado revela a criação do primeiro data center, mas deixa evidente a intenção de expansão da estrutura de armazenamento — que em breve contará com mais unidades.

Além desta medida, a empresa também desenvolverá uma plataforma através da qual motoristas chineses poderão consultar as informações reunidas por seus veículos. A ferramenta ainda está em andamento e deve ter sua implementação em um futuro próximo.

Restrições na coleta de dados

a David von Diemar - Unsplash/Reprodução

As limitações impostas à Tesla são oriundas de um compilado de regras, elaboradas pelo governo em abril deste ano, que restringe a atuação de veículos inteligentes no território chinês. A partir desta mudança, os dados coletados na China devem permanecer na China e, além disso, é preciso que haja consentimento dos usuários.

As limitações impostas à empresa, contudo, são bem maiores do que o revelado pela fabricante. Segundo os sites The Wall Street Journal e Bloomberg, os veículos foram banidos de instalações militares chinesas.

Em adição a isso, os funcionários de empresas estatais importantes, bem como agentes das forças armadas, estão proibidos de manterem ou comprarem automóveis da Tesla. A preocupação do governo é de que os automóveis possam coletar dados sensíveis e enviar para os Estados Unidos — cuja relação com a China é, no mínimo, conturbada.

Tesla depende do mercado chinês

a  Thomas Peter via Reuters/Reprodução 

Não é novidade nenhuma que, quando o assunto é privacidade, a China tem assumido uma postura cada vez mais restrita e exigente. Portanto, para manter seus negócios no país, a Tesla precisou se adaptar. Vale lembrar que, além de ser o maior mercado de carros elétricos no cenário internacional, o país é o segundo território que mais compra da fabricante. Somente em 2020, o país foi responsável por 30% das vendas globais da marca, contabilizando 147.445 unidades, segundo informe da Reuters.

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