Cidade escocesa terá maior frota de caminhões de lixo a hidrogênio

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A cidade escocesa Glasgow introduzirá em seu sistema 19 caminhões de lixo elétricos movidos a células de combustível com hidrogênio após ter recebido uma soma de 6,3 milhões de euros (R$ 41,89 milhões) do governo do Reino Unido – responsável pelo financiamento do Hydrogen for Transport Program (Programa de Hidrogênio para Transporte, em tradução livre), com fundo de 23 milhões de euros (R$ 152,93 milhões).

De acordo com a ministra dos Transportes Rachel Maclean, esta será a "maior frota mundial de veículos do tipo", e a iniciativa mostra que o "Reino Unido está na vanguarda da tecnologia de transporte verde."

Como parte de uma estratégia mais ampla de apoio ao crescimento da infraestrutura, está prevista, também, a criação de uma nova estação de reabastecimento do recurso.

No mês passado, três empresas do ramo energético anunciaram uma parceria chamada Green Hydrogen for Glasgow (Hidrogênio Verde para Glasgow), criada com o objetivo de oferecer soluções mercadológicas para reduzir emissões de gases – resultando na proposta de instalação de uma cadeia produtiva do combustível não poluente nos arredores da região.

Glasgow, que sediaria a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em novembro, adiada para novembro de 2021 devido à pandemia da covid-19, pretende se tornar a primeira cidade com zero emissão de carbono do Reino Unido até 2030.

Glasgow pretende eliminar veículos poluentes até 2030.Glasgow pretende eliminar veículos poluentes até 2030.Fonte:  Unsplash 

Soluções sustentáveis

Nos últimos anos, o movimento de retirada de carbono do setor de transportes do Reino Unido ganhou força, e, na semana passada, foi realizado o teste do primeiro trem movido a hidrogênio, o HydroFLEX – algo possibilitado por uma doação de 750 mil euros (quase R$ 5 milhões) do Departamento de Transporte Local e investimentos de mais de 1 milhão de euros realizados pela empresa ferroviária Porterbrook e pela Universidade de Birmingham.

Outras ações envolvem tornar a região do Vale de Tees, nordeste da Inglaterra, um "centro de transporte de hidrogênio pioneiro" e a investigação de como novidade pode abastecer ônibus, caminhões e transportes ferroviário, marítimo e aéreo em todo o país.

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