A Waymo finalmente virou a chave e tomou uma decisão importante no seu processo de desenvolvimento da tecnologia de direção autônoma: a partir de agora, a empresa não vai mais trabalhar em recursos voltados para o lado humano de seus carros.

Isso porque, segundo o CEO da Waymo, John Krafcik, a confiança no sistema faz com que os usuários fiquem mais propensos a ficar distraídos. Em testes conduzidos pela companhia, os desenvolvedores flagraram usuários dormindo ou fazendo qualquer outra coisa diferente de se focar na direção. “O que descobrimos foi assustador. É difícil assumir o controle porque eles perdem a consciência do que acontece ao redor”, explicou Krafcik.

Assim sendo, enquanto o caminho normal que a maioria das empresas está adotando é criar formas de solicitar que o motorista assuma o controle em situações difíceis, a Waymo vai investir em funções que eliminem qualquer necessidade de intervenção humana.

A empresa não entrou em detalhes sobre quais funcionalidades serão essas, mas, ao que tudo indica, a companhia está disposta a colocar o foco direto no nível 5 da escala SAE – atualmente, a indústria está trabalhando no nível 3, que ainda exige a participação de um humano no processo.