Há quase dois meses, Travis Kalanick foi afastado da posição de CEO da Uber, em meio a um verdadeiro furacão de polêmicas que atingiu a companhia desde o fim do ano passado. Agora, no entanto, o executivo, que manteve sua posição no conselho, está buscando uma forma de voltar ao poder – nem que isso signifique arranjar uma briga.

Segundo o site The Information, fontes de dentro da empresa relataram que Kalanick está pedindo para que alguns de seus colegas o apoiem em uma possível batalha com os acionistas.

As notícias vêm em um período delicado para a Uber, que está prestes a receber um investimento da Softbank e vê a necessidade de uma reestruturação nas posições, especialmente nos cargos mais altos – e é neles que Kalanick está com a sua mira. O problema é que qualquer desestabilização pode afastar potenciais investidores e até mesmo os que já colocaram dinheiro na companhia.

A Uber, através de seus executivos, pediu que nenhum membro do conselho entre em contato com funcionários da empresa solicitando informações ou assistência sem uma aprovação formal da maioria.

A volta de Kalanick, por sua vez, foi até o foco de uma petição interna, feita por colaboradores, a fim de que o ex-CEO voltasse a atuar na empresa.

Nem a pau, Juvenal

Garrett Camp, cofundador da Uber junto com Kalanick, já se posicionou a respeito e deixou bem claro que não quer ver o ex-CEO atuando novamente. O executivo circulou um email nesta segunda-feira (7) para os colaboradores da companhia, no qual reafirma que o retorno não vai acontecer.

"Nossa busca de um CEO é a prioridade do conselho. É hora de um novo capítulo e de um líder certo para nossa nova fase de crescimento. Apesar dos rumores que eu estou certo que vocês viram no noticiário, Travis não vai voltar a ser CEO. Nós estamos comprometidos em recrutar um novo CEO para comandar a Uber em nível mundial", disse Camp.