Recentemente falamos sobre um projeto de lei que vem caminhando a passos largos nos Estados Unidos, que potencialmente pode resultar em 100 mil novos veículos autônomos sendo testados por lá. Uma peça-chave em todo esse processo, no entanto, são os caminhões.

O sindicato que representa os motoristas no país pressionou os políticos envolvidos com a aprovação da lei para que fosse incluída uma limitação de peso em 4,5 toneladas, o que tira os brutos de toda essa empreitada tecnológica. A defesa, segundo eles, é que o desenvolvimento de caminhões autônomos põe inúmeros empregos em risco.

“É vital que o congresso garanta que nenhuma tecnologia nova, utilizada para fazer com que o transporte seja mais seguro e eficiente, seja usada para colocar os trabalhadores em risco de desemprego ou destrua o sustento das famílias”, explica James P. Hoffa, presidente do sindicato.

Isso se reflete, de certa forma, nos testes que já foram feitos utilizando caminhões autônomos: a Otto, startup adquirida pela Uber e que vem desenvolvendo kits para esse tipo de veículos, fez uma entrega utilizando um veículo em modo autônomo, mas com um motorista cuidando de todo o processo na cabine – o que indica que os condutores serão necessários.

A preocupação dos trabalhadores é válida: a estimativa é que 4 milhões de empregos serão “perdidos” por conta da tecnologia. Por outro lado, os proponentes da nova legislação para testes de veículos autônomos acreditam que não é prudente frear a evolução de forma tão radical a ponto de impedir o desenvolvimento desses veículos.

O caminho, ao que tudo indica, é fazer com que o processo seja o mais progressivo e que consiga, como já foi mostrado, conciliar os avanços tecnológicos não com a eliminação, mas com  adaptação dos profissionais.