Desde que resolveu apostar de vez no segmento de tablets – na época do lançamento do Windows 8 –, a Microsoft vem anotando um crescimento bastante constante nesse setor. Felizmente, para a empresa e para os consumidores fãs da marca, essa dedicação parece estar no ponto certo para render bons frutos, com resultados comerciais bem expressivos. Segundo um serviço especializado em pesquisas de mercado, a companhia norte-americana pode chegar a 18% da fatia do setor até 2019.

Segundo a Strategy Analytics, as perspectivas para esse tipo de negócios na empresa capitaneada por Satya Nadella não poderiam ser mais favoráveis, ainda mais se forem considerados alguns dos indicadores do varejo atualmente. Aparentemente, mesmo que a presença cada vez mais massiva dos smartphones de tela grande – e phablets – nas lojas ande causando um certo “encolhimento” no mercado de tablets, as fabricantes não parecem dispostos a abrir mão dessa linha de produtos tão cedo.

Para as que têm cacife para se manter na briga mesmo contra a corrente, o horizonte ainda ferve com opções de lucro. No caso da Microsoft, a análise indica que a circulação desses aparelhos mobile teve um aumento de 58% nos primeiros nove meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2014, com a expectativa de que as vendas de fim de ano aumentem ainda mais esse número. Assim, não é de se espantar que a projeção dite que 22 milhões de aparelhos rodando Windows sejam comercializados até o dia 31 de dezembro.

Vantagens e futuro

Qual é o charme dos tablets da empresa que fazem com que ela termine o ano com 10% de fatia nesse mercado? Basicamente a alta produtividade e uma adoção respeitável do setor corporativo. Na verdade, esses dois itens se mesclam na visão de executivos que utilizam esse tipo de aparelho para tocar os negócios rotineiros. Isso porque, como os dispositivos criados ou suportados pela Microsoft trazem uma versão do Windows capaz de rodar programas de PCs, o leque de usos do equipamento é, muitas vezes, mais abrangente que o dos concorrentes.

Se levarmos em conta os dados apresentados pela Strategy Analytics, o segmento empresarial deve continuar ajudando a manter a curva de vendas dos tablets da fabricante em um ângulo ascendente. A integração com os sistemas operacionais da família para desktops e servidores, por exemplo, é um recurso bastante interessante para que esses consumidores se mantenham fiéis à marca. Além disso, as novas edições do Surface – em sua versão comum ou Pro – também chamam atenção do usuário comum pela bela combinação de hardware e software.

Desse modo, não é de se estranhar que a Microsoft acabe “roubando” clientes da Google para se solidificar ainda mais na divisão de tablets ao final desta década. Como é possível ver pela tabela acima, até 2019 a tendência é que a companhia se aproxime bastante da Apple e de seus iPads – com 18% e 23%, respectivamente. Enquanto isso, os dispositivos Android devem se manter no topo, mas com um desfalque de 9% em relação aos números deste ano, com a fatia de 68% do mercado caindo para 59%.

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