Na medida em que a captura de imagem dos  smartphones foi ficando melhor, o mercado de câmeras compactas foi decaindo. Talvez, sentindo que esses ventos estavam mudando, a Canon patenteou um acordo de licença junto à Microsoft no qual as duas companhias terão fácil acesso a segredos tecnológicos uma da outra.

A ideia pode ser interessante: “Em vez de nos processarmos mutuamente por infração de patentes, por que não compartilhar propriedades intelectuais?” As empresas anunciaram o acordo no dia 2 de julho.

“Essa aproximação colaborativa com a Canon permite que nós venhamos a oferecer tecnologias criativas que beneficiem consumidores ao redor do mundo inteiro”, afirma o gerente geral de licenciamento de propriedades intelectuais da Microsoft, Nick Psyhogeos, em um comunicado. “A Microsoft acredita que o licenciamento cooperativo é uma forma eficaz de acelerar inovação, enquanto reduz disputa por patentes.”

Na prática, o que isso significa?

A Microsoft e a Canon não expuseram os termos do acordo nem disseram que tipo de patentes exatamente elas estarão compartilhando. Porém, elas disseram que a aliança “cobre uma ampla gama de produtos e serviços” e aplica-se a seus “crescentes portfólios de patentes”. As companhias disseram também que produtos do ramo de imagem digital e tecnologia mobile foram incluídos no contrato.

Acordos com licenciamento compartilhado de patentes não são novos. Na verdade, várias companhias de tecnologia fizeram tratos como esse ao longo dos anos com seus colegas e até mesmo com concorrentes.

Por exemplo, no início deste ano, a Samsung entrou em uma negociação de licenciamento conjunto de três patentes diferente com a Google, Cisco e Ericsson. A Microsoft, desde que lançou seu programa de licenciamento de propriedade intelectual em 2003, já fez mais de 1.100 acordos de licenças compartilhadas com várias companhias.

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