A Xiaomi revelou, nesta terça-feira (18), os resultados fiscais da companhia para o segundo trimestre de 2026. No geral e olhando apenas os números mais chamativos, as notícias não são tão boas para a marca, mas ela enxerga o futuro com mais otimismo que algumas rivais.
A atual crise nos componentes, que afeta principalmente os chips de memória, foi bastante prejudicial para a companhia. Boa parte da estratégia da marca depende de um baixo valor de produção de eletrônicos e a manutenção de preços mais competitivos, algo que não tem sido possível no cenário atual.
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- O lucro líquido da empresa foi de 6,2 bilhões de yuan, ou R$ 5,2 bilhões, o que significa uma queda de 42,6% em relação ao mesmo período do ano anterior — valor abaixo até das expectativas de mercado;
- A receita caiu 6,1% comparada com o trimestre de 2025, chegando a 108,9 bilhões de yuan (R$ 84,1 bilhões) e também ficando atrás das previsões;
- No setor de smartphones, ela vendeu 31,2 milhões de aparelhos no trimestre, em uma queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado;
- A alta nos preços e a priorização de dispositivos mais caros fez a companhia ter o maior valor médio de celulares vendidos em um trimestre na história, em especial na China;
A luz no fim do túnel da Xiaomi
Apesar do cenário negativo, a fabricante alega que há motivos para encarar a atual situação com algum otimismo, inclusive em relação à crise de componentes.
O presidente da Xiaomi, William Lu, conversou com investidores após o anúncio e disse que o ritmo na alta de preços de memórias começou a desacelerar e "deve continuar a cair no segundo semestre".
Para o executivo, o período mais difícil para smartphones já passou, em especial porque a própria empresa agora já adaptou e redefiniu o catálogo e a estratégia de lançamentos. Além disso, ela também está apostando em dois outros segmentos para ajudar a se recuperar em lucro e receita, além de expandir o mercado: carros elétricos e inteligência artificial (IA).
Em automóveis, ela comercializou quase 104,2 mil veículo, ou 28,2% a mais do que no mesmo período de 2025. Já em IA, a aposta é em sistemas cada vez mais capazes para os aparelhos da companhia e até futuras empreitadas, como robôs humanoides.
Por que controlar o estoque de memórias será essencial na guerra das IAs? Saiba mais sobre o assunto nesta coluna!
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