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The BRIEF

Vendas de robôs humanoides crescem 272% e China domina 97% do mercado

Remessas globais passaram de cerca de 5 mil para mais de 19 mil unidades em um ano, enquanto aplicações industriais e comerciais concentraram mais de 70% das vendas no primeiro semestre.

Avatar do(a) autor(a): Alice Labate

schedule10/08/2026, às 17:35

updateAtualizado em 10/08/2026, às 17:36

As vendas globais de robôs humanoides cresceram 272% em um ano e passaram de cerca de 5 mil unidades no primeiro semestre de 2025 para mais de 19 mil no mesmo período de 2026, segundo relatório da Smart Analytics Global (SAG) publicado no domingo, 9. A China concentra mais de 97% do mercado e responde por mais de 85% da demanda mundial, impulsionada por apoio governamental, financiamento e expansão de fabricantes locais.

A consultoria prevê que as vendas totais tripliquem em relação ao ano anterior e alcancem cerca de 60 mil unidades até o fim deste ano, com receita superior a US$ 1,6 bilhão. A projeção é que o setor passe de quase US$ 5,5 bilhões em 2026 para mais de US$ 50 bilhões em 2035.

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A liderança chinesa também se reflete na concentração entre os fabricantes. A Agibot, de Xangai, ultrapassou a Unitree e conquistou 44% do mercado global de robôs humanoides. Juntas, as duas empresas respondem por 75% das vendas mundiais, segundo a SAG. Entre as concorrentes aparecem a Galbot, de Pequim, a Ubtech, de Shenzhen, e a Leju, de Guangdong.

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Indústria concentra maior parte da demanda

As aplicações industriais e comerciais representaram mais de 70% das remessas de robôs humanoides no primeiro semestre deste ano, ante 50% no mesmo período de 2025. A expansão está ligada principalmente aos setores de manufatura, logística e armazenagem, onde os robôs são empregados em tarefas mais definidas e podem ter sua produtividade medida com maior facilidade.

Os equipamentos mais vendidos incluem robôs bípedes de menor porte, predominantes no portfólio da Agibot, e modelos com rodas, que buscam oferecer mobilidade e estabilidade com custos menores do que sistemas de locomoção totalmente semelhantes aos humanos. Os avanços da chamada IA física também têm atraído startups, grandes empresas de tecnologia e montadoras para o setor.

Já os robôs humanoides voltados ao uso doméstico ainda estão longe de alcançar escala de mercado, segundo a SAG. O relatório aponta limitações tecnológicas, regulações sobre IA e dúvidas sobre a aceitação dos consumidores como entraves. A expansão internacional das fabricantes chinesas também pode enfrentar obstáculos com restrições dos EUA à importação de robôs e com o escrutínio da União Europeia sobre o uso de IA em máquinas autônomas.
 

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