O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pediu desculpas ao governo da Índia após diversas controvérsias envolvendo as plataformas da empresa no país, como a divulgação de conteúdos de abuso sexual infantil e a restrição a uma postagem do primeiro-ministro Narendra Modi. As informações foram divulgadas pela imprensa local nesta quarta-feira (5).
De acordo com o site Moneycontrol, as desculpas foram transmitidas durante reunião entre autoridades indianas e executivos da Meta na terça-feira (4). Há cerca de um mês, a big tech recebeu advertência de Nova Deli cobrando explicações sobre conteúdos ilícitos envolvendo menores em anúncios no Instagram, com prazo de sete dias para o envio da resposta.
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Problemas da Meta na Índia
Na conversa, o bilionário comentou sobre os materiais de abuso infantil e o compartilhamento de conteúdos gerados por inteligência artificial, incluindo deepfakes, que circularam nas redes sociais da companhia. Ele também abordou as “falhas operacionais” que foram alvo de reclamações.
- Segundo os veículos indianos, Zuckerberg reconheceu os erros e disse que a Meta possui política de tolerância zero para esse tipo de conteúdo, reafirmando as respostas dadas em julho;
- Ele também prometeu aprimorar os sistemas de identificação e remoção, reduzindo o tempo de exposição dessas postagens;
- A controvérsia ocorre em um momento no qual a Índia endureceu a regulamentação sobre as plataformas digitais, diminuindo para 3 horas o prazo para remover conteúdos ilegais após determinação judicial ou do governo;
- Em vigor desde fevereiro, a nova regra substituiu o prazo anterior, de 36 horas, e o descumprimento pode levar à responsabilização dos executivos das big techs.
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Outro assunto abordado na conversa foi a restrição a um vídeo divulgado pela conta oficial de Modi no Facebook, que gerou forte reação do governo indiano e mais pedidos de explicações. A empresa tratou o caso como falha no sistema de moderação da plataforma.
“Pedi desculpas ao ministro Ashwini Vaishnaw em nome da Meta pelo erro que restringiu a publicação do primeiro-ministro Modi”, afirmou o diretor de assuntos globais da Meta, Joel Kaplan, à publicação. Ele foi um dos porta-vozes da companhia no encontro.
Deepfakes viram alvo de investigação
As tensões entre a Meta e as autoridades indianas também envolvem a circulação de vídeos feitos por IA no Facebook e no Instagram contra Modi. Nos conteúdos gerados artificialmente, o primeiro-ministro é retratado de maneira “abusiva”, como alega o governo.
Por causa dessas postagens, o chefe da gigante da tecnologia no país, Arun Srinivas, se tornou alvo de investigação policial que avalia se a moderação falhou ao permitir o compartilhamento de deepfakes. O inquérito foi registrado pela polícia de Hyderabad.
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