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The BRIEF

EUA e China farão grande encontro para discutir IA; confira os temas

Representantes dos governos de Donald Trump e Xi Jinping devem debater restrições a modelos e componentes, além do modelo Mythos.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule21/07/2026, às 14:00

updateAtualizado em 21/07/2026, às 16:56

Representantes dos governos de Estados Unidos e China farão um encontro oficial para debater assuntos relacionados com inteligência artificial (IA). A informação foi confirmada pela Reuters com pessoas envolvidas com o assunto.

De acordo com a reportagem, delegações de ambos os países devem se encontrar antes da visita do presidente chinês Xi Jinping aos EUA, marcada para o fim de setembro deste ano. Porém, a data da reunião, o local e todos os representantes ainda não foram confirmados.

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Apenas o principal envolvido do lado estadunidense já é conhecido: Scott Bessent, atual secretário do Tesouro do país. Isso indica que Xi e Donald Trump não devem comparecer presencialmente na ocasião, que marca a primeira discussão sobre IA da atual gestão dos EUA.

O que será debatido no encontro?

Embora não haja qualquer informação sobre quais serão os tópicos da reunião, declarações anteriores de autoridades de ambos os países e informações das fontes da Reuters apontam alguns caminhos para as conversas.

  • O lado chinês estaria em busca principalmente de "engajamento real" no tema e "conversas técnicas" sobre IA em vez de negociações políticas;
  • O país asiático teria preocupações especiais com o modelo de linguagem Mythos, da Anthropic, o que pode levar a conversa para rumos sobre regulação dessas tecnologias avançadas para uso militar, em cibersegurança e em mercados onde a perda de postos de trabalho é considerada "crítica";
  • Bessent, por outro lado, chegou a citar há alguns meses que um dos objetivos de negociações internacionais seria "impedir a proliferação de modelos de IA poderosos para atores não estatais";

Também é possível que os dois países tratem de acordos comerciais: os EUA atualmente limitam a exportação de chips avançados de IA para a China, além de atrasar a liberação de modelos avançados de empresas do país para outras regiões — caso dos lançamentos mais recentes da OpenAI.

O mercado estadunidense, porém, também pode estar preocupado com o recente avanço da concorrência chinesa, com empresas do país cortando o valor cobrado por tokens e lançando modelos cada vez mais competentes com semicondutores produzidos na região e código aberto.

Como CFOs buscam medir o retorno financeiro da IA? Entenda neste artigo.

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