O modelo de inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic, teria identificado vulnerabilidades graves em sistemas dos Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP). Um funcionário do governo norte-americano teria confirmado que a ferramenta levou apenas algumas horas para encontrar as brechas, mas não teve tempo hábil para explorá-las profundamente. Governo e empresa não se pronunciam.
O funcionário, que não teve o nome identificado, contou à agência que a Anthropic se uniu com diversas empresas de inteligência dos EUA para realizar testes com o Mythos. Essa leva de testes ocorreu por meio do Project Glasswing, liberado para mais de 150 empresas e entidades no início deste mês.
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Com essa expansão, a gigante de inteligência artificial planeja o lançamento público dessa tecnologia, que passou por inúmeras controvérsias recentemente. Neste momento, entidades de setores de energia, água, saúde, comunicação, software e hardware testam os recursos da IA.
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Em vias mais curtas, o Project Glasswing serve como um grande projeto de pesquisa da Anthropic. O principal objetivo é fazer com que as empresas interessadas conheçam as capacidades avançadas da IA Mythos. Com o passar dos testes, os participantes são encorajados a compartilhar as descobertas para o aperfeiçoamento do sistema.
IA Mythos pode ser danosa para a sociedade
Com muita audácia, a inteligência artificial Mythos também desperta sentimentos mistos com o Project Glasswind. Em uma audiência no congresso estadunidense neste mês, o senador do estado de Virgínia, Mark Warner, disse ter sido informado que essa IA “invadiu quase todos os sistemas confidenciais não em semanas, mas em horas”, pelo chefe da Agência de Segurança Nacional, Joshua Rudd.
As falas de Warner reverberam o mesmo conceito divulgado por este funcionário do governo, demonstrando uma imensa capacidade de processamento do modelo. Informações do site Financial Times indicam que companhias como a Samsung e até mesmo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) fazem parte do projeto.
Para ter a dimensão do poder dessa ferramenta, pesquisadores da empresa de segurança Calif identificaram uma falha ativa há quase 30 anos que nunca havia sido detectada. A companhia usou esse modo de prévia do Mythos, que encontrou a brecha no Squid Proxy, software usado em redes corporativas, escolas e Wi-Fi público, existente desde 1997.
Em abril, a Anthropic havia anunciado o Mythos pela primeira vez, mas revelou que não o lançaria ao público. O motivo reside no fato que esse modelo poderia trazer mais males do que benefícios para a sociedade. A altíssima performance desse sistema representaria grandes perigos para infraestruturas de segurança global.
Com essa expansão do Project Glasswing, a expectativa é que eventualmente o Mythos ganhe um lançamento público. Apesar disso, na semana retrasada o governo dos EUA emitiu uma ordem para suspender os modelos Fable 5 e Mythos 5, então essa é uma novela que ainda vai gerar muita história nos próximos meses.
Por falar no Mythos, a startup japonesa Sakana AI anunciou seu modelo chamado Fugu e que pretende rivalizar com a tecnologia da Anthropic. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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