A Meta chegou a considerar a compra da plataforma Kalshi antes de investir no desenvolvimento de um aplicativo de mercado de previsão próprio que, a princípio, funcionará de maneira independente das redes sociais da empresa. Detalhes sobre o negócio que não avançou foram revelados pela National Public Radio (NPR) na terça-feira (30).
De acordo com a reportagem, o CEO da dona do Facebook, Mark Zuckerberg, reuniu-se no ano passado com o chefe da Kalshi, Tarek Mansour, tentando adquirir a empresa atualmente avaliada em US$ 22 bilhões, o equivalente a R$ 114,3 bilhões pela cotação do dia. Procuradas, as duas companhias evitaram comentar a notícia.
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Por que o negócio não avançou?
Apesar do encontro entre os dois executivos e do forte interesse da gigante da tecnologia em adquirir a plataforma que estava em alta na época e seguiu crescendo, a venda da Kalshi para a Meta não aconteceu. Os motivos por trás da falta de acordo não estão totalmente claros.
- Parte das fontes ouvidas pela publicação afirmaram que Mansour não pretendia seguir com a venda e por isso não houve mais negociação;
- No entanto, outros entrevistados disseram que a decisão de não avançar nas discussões teria sido tomada por Zuckerberg;
- Os rumores indicam que a big tech considerou as questões legais e éticas envolvendo a plataforma de mercado de previsão “complexas”, freando o negócio;
- Supervisionada por reguladores de commodities dos Estados Unidos, a Kalshi tinha valor de mercado bem menor no momento do interesse da Meta, sendo avaliada em US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões).
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O crescimento desse tipo de aplicativo tem sido acompanhado de batalhas judiciais entre autoridades estaduais nos EUA e empresas responsáveis pela operação. Nos processos judiciais, as plataformas são tratadas como serviços de jogos de azar que atuam usando nomenclatura diferente.
Mesmo com as acusações de uso de informações privilegiadas para lucrar irregularmente que resultaram em ações recentes, o presidente Donald Trump se mostrou favorável às empresas. Vale lembrar que essas plataformas foram proibidas de monetizar no Brasil com apostas esportivas e de outros tipos de eventos.
App Arena a caminho
Se o acordo com a Kalshi não avançou, a Meta pode lançar seu app de mercado de previsão em breve. No mês passado, o The New York Times revelou que a big tech trabalha em uma plataforma batizada internamente de “Arena”.
Com funcionamento semelhante à Kalshi e à Polymarket, outra gigante do setor, o novo app da Meta não aceitará apostas envolvendo dinheiro real, inicialmente, optando por um sistema de pontos. Ainda não se sabe quando a novidade será lançada.
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