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The BRIEF

Após aumentos, Apple tem queda nas ações e preocupa mercado

Os recentes anúncios de reajustes realizados pela Maçã apontam que a indústria vive dias escuros e o temor por aumentos na inflação global sobe ainda mais.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule29/06/2026, às 10:00

updateAtualizado em 29/06/2026, às 11:43

As ações da Apple despencaram 5% nos últimos dias após a gigante ter anunciado reajuste de preços em seus produtos. Com a justificativa dos altos preços de memória RAM e outros componentes, a gigante aumentou o valor dos seus itens. Além da má recepção do consumidor, Wall Street também não parece ter ficado muito feliz com isso.

Na última quinta-feira (25), a Apple realizou um movimento já esperado por muitos. A companhia de Cupertino derrubou sua loja e retomou a página com uma série de aumentos, inclusive no Brasil. Embora os iPhones não tenham sido afetados, o cobiçado MacBook Neo recebeu um reajuste e agora custa quase R$ 10 mil.

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Como consequência, as ações da Maçã reduziram em 5%, marcando uma baixa de quase 15 pontos percentuais. Essas alterações acenderam um alerta vermelho no mundo dos investimentos, pois agora o mercado está mais preocupado com a situação. O receio global é que a inflação aumente ainda mais.

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Apple precisará de mais memória nos dispositivos por conta da nova Siri inteligente (Imagem: Apple / divulgação)

Na sexta-feira (26), o índice de ações de chips (SOX) desabou em mais de 5%, ou seja, a maior queda desde março de 2025. Na Europa e na Ásia também houve contração, especialmente no mercado sul-coreano.

Apple manda sinal de alerta

Aumentos de preço neste primeiro semestre de 2026 não são novidade nenhuma para a indústria e o mercado mundial. No entanto, quando marcas como a Apple começam a ser fortemente afetadas por um problema, significa que a situação entrou em um estágio muito mais complicado.

A Maçã é uma das empresas que melhor consegue se portar em cenários de crise e instabilidade global. Foi assim durante a pandemia da COVID-19, até certo ponto, e isso continuava durante essa crise de componentes. Mesmo assim, a gigante não conseguiu resistir aos aumentos extraordinários das memórias no último trimestre.

O atual CEO da empresa, Tim Cook, já havia dito em entrevistas recentes que os reajustes de preço seriam basicamente inevitáveis. Inclusive, uma das estratégias em anunciar esses aumentos agora seria aliviar a pressão do futuro CEO, John Ternus, quando assumir em setembro deste ano.

Com o aumento de tablets e notebooks, os próximos reajustes devem fatalmente atingir a linha de smartphones da empresa. Para os fãs, essa é uma péssima notícia, visto que o iPhone Ultra dobrável deve estrear nos próximos meses.

Por falar na Apple, a companhia deve ter mais de 20 produtos para serem anunciados até 2027, incluindo óculos inteligentes e um novo MacBook poderoso. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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