O CEO da Apple, Tim Cook, recebeu uma chuva de críticas nas redes sociais após participar da pré-estreia de Melania, documentário sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, no sábado (24). Realizado na Casa Branca em Washington, D.C., o evento teve outros executivos de tecnologia entre os convidados.
No X, usuários lembraram que Cook sempre menciona o líder do movimento dos direitos civis dos EUA, Martin Luther King Jr., como uma de suas inspirações, para criticar a aproximação com Donald Trump. Em 2025, ele presenteou o republicano com um artefato de luxo feito em ouro.
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Por que Tim Cook se tornou alvo de críticas?
As críticas ao CEO da Apple pela presença na exibição do filme sobre Melania Trump são motivadas por diferentes fatores. Um deles tem relação com o diretor de cinema, Brett Ratner, que dirigiu o documentário e estava presente à sessão privada.
- O cineasta responsável por obras como A Hora do Rush e X-Men foi acusado por seis mulheres de agressão e assédio sexual, levando à interrupção do seu contrato com a Warner Bros, mesmo negando todas as alegações;
- Financiado pela Amazon, o documentário sobre a primeira-dama dos EUA é o seu primeiro trabalho desde as acusações, em 2017;
- O polêmico diretor também aparece em fotos recém-divulgadas do caso Epstein, bilionário acusado de operar uma rede de exploração sexual de menores;
- Ratner publicou uma foto ao lado de Tim Cook em seu perfil no Instagram, mostrando ambos na pré-estreia do filme, enfurecendo fãs da Apple.
Além disso, a sessão de cinema na Casa Branca aconteceu horas depois do assassinato do enfermeiro Alex Pretti, morto a tiros por um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA. O homem de 37 anos participava de protestos contra a política migratória do governo Trump em Minneapolis.
Com os detalhes da morte do manifestante ganhando destaque no noticiário e nas redes sociais simultaneamente ao evento, Cook e os demais participantes receberam ainda mais críticas, por não se pronunciarem sobre os acontecimentos que agitavam o país naquele momento.
Boicote à marca
Em meio às postagens, muitas pessoas pediram boicote à Apple, alegando que a empresa estaria apoiando as causas de Trump. “A cultura da empresa está alinhada com um regime que assassina seus cidadãos por discordarem dele?”, diz um usuário do X que afirma ser cliente da marca há décadas.
Outra conta sugeriu ao CEO que trocasse a citação a Martin Luther King Jr. por uma menção ao chefe do ICE, Greg Bovino. “Parece fora de contexto para o cara que compareceu a uma exibição privada do documentário Melania, de Brett Ratner, em uma área não demolida da Casa Branca ontem à noite”, argumentou.
Segundo Apple Insider, este caso rendeu mais posts criticando Cook do que qualquer outro envolvendo o executivo e Trump. Até o momento, ele não se pronunciou.
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