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The BRIEF

Itaú e Bradesco recorrem ao decreto de falência da Oi

O Itaú, o Bradesco e outros bancos credores da Oi recorrem à Justiça contra a decisão de falência do Grupo Oi.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule12/11/2025, às 17:00

updateAtualizado em 06/02/2026, às 08:42

Bancos credores da Oi, incluindo o Itaú Unibanco e o Bradesco, recorreram à Justiça contra a decisão que decretou a falência do Grupo Oi. As instituições financeiras buscam reverter o decreto para acelerar o recebimento de cerca de R$ 4 bilhões em fianças, segundo informações apuradas pelos jornais Estadão e O Globo.

O principal objetivo da ação é suspender os efeitos da falência e manter o processo de recuperação judicial, o que permitiria às instituições recuperar parte dos valores devidos com maior rapidez. Na petição, os bancos destacam que a Oi ainda mantém contratos estratégicos de serviços de tecnologia com grandes empresas e órgãos públicos, incluindo Caixa, Santander, Petrobrás, Americanas, Magazine Luiza e cerca de 13 mil lotéricas em todo o país.

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Bancos credores da Oi querem reverter o decreto de falência da empresa de telecomunicações. (Imagem: Getty Images)

O pedido protocolado pelos credores solicita a suspensão da decisão de falência até que o caso seja julgado em definitivo. O Bradesco, em particular, ressalta que a Oi é responsável pela infraestrutura de dados, voz, serviços em nuvem e Wi-Fi utilizados pela instituição — e que uma eventual descontinuidade dos serviços poderia impactar suas operações.

O Itaú, por sua vez, afirma que a sentença foi “precipitada” e desconsiderou alternativas viáveis de reestruturação financeira para a companhia. O banco sustenta que havia caminhos para manter a continuidade dos negócios sem recorrer à falência.

Falência da Oi foi decretada nesta semana

A falência da Oi foi decretada na segunda-feira (10) pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A decisão encerra um longo processo de tentativa de recuperação judicial iniciado em 2016, quando a empresa entrou com o maior pedido do tipo da história do país.

O grupo de telecomunicações, que foi uma das principais operadoras do Brasil, enfrentava dificuldades financeiras desde meados da década passada, agravadas pela perda de participação no mercado e pela pressão de dívidas bilionárias.

Continue acompanhando o TecMundo para mais atualizações sobre o caso Oi e os desdobramentos econômicos e tecnológicos no setor de telecomunicações brasileiro.

Perguntas Frequentes

Por que Itaú e Bradesco recorreram contra a falência da Oi?
Os bancos recorreram à Justiça com o objetivo de suspender os efeitos da falência da Oi e manter o processo de recuperação judicial. Isso permitiria uma recuperação mais rápida de cerca de R$ 4 bilhões em fianças que têm a receber da empresa.
Qual é o valor total da dívida da Oi no momento da falência?
A Oi soma atualmente cerca de R$ 15 bilhões em dívidas, conforme divulgado no momento da decretação de sua falência.
Quais são os riscos apontados pelos bancos com a falência da Oi?
Os bancos alertam que a falência pode causar descontinuidade em serviços estratégicos prestados pela Oi, como infraestrutura de dados, voz, nuvem e Wi-Fi. O Bradesco, por exemplo, destaca que depende desses serviços para suas operações.
Quais contratos estratégicos a Oi ainda mantém?
A Oi mantém contratos estratégicos com grandes empresas e órgãos públicos, como Caixa, Santander, Petrobrás, Americanas, Magazine Luiza e cerca de 13 mil lotéricas em todo o Brasil, o que reforça sua relevância operacional mesmo em crise.
O que os bancos pedem exatamente à Justiça?
Os bancos pedem a suspensão imediata da decisão de falência da Oi até que o caso seja julgado em definitivo, buscando preservar o processo de recuperação judicial e evitar prejuízos operacionais e financeiros.
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