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The BRIEF

Honor quer lançar robôs pessoais e promete protagonismo no Brasil

O TecMundo conversou com exclusividade com um representante da Honor, que contou um pouco sobre os planos da empresa.

Avatar do(a) autor(a): Carlos Palmeira

schedule14/07/2025, às 18:00

updateAtualizado em 18/07/2025, às 10:36

Além de mirar nos aparelhos que estão no seu bolso, a Honor também quer te ajudar com tarefas do dia a dia. A empresa chinesa anunciou a entrada no setor de desenvolvimento de robôs domésticos e promete que a ideia é tornar esses produtos tão populares quanto celulares, notebooks e tablets.

“A Honor é uma marca de tecnologias de consumo. Nosso foco é o usuário final”, explica David Moheno, que é diretor de Relações Públicas e Comunicação da Honor na América Latina, em entrevista exclusiva ao TecMundo.

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O anúncio da entrada da empresa no setor de robótica aconteceu há poucos meses, mas Moheno já deu alguns detalhes sobre como estão sendo as operações. Segundo ele, o objetivo dessa aposta ousada é “dar um corpo físico à inteligência artificial”.

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“Na primeira fase [do desenvolvimento de robôs], estamos desenvolvendo algoritmos de movimento. Inclusive, quebramos um recorde mundial com um algoritmo de movimentação que alcança 4 metros por segundo, em um robô criado pela Unitree, nossa parceira”.

O executivo detalhou que o segundo passo da iniciativa será a fabricação desses robôs para que seja possível entender quais aplicações práticas eles poderão ter.

Uma das bases do grande projeto é, inclusive, o Honor Alpha Plan, que é uma grande (e ousada) estratégia corporativa que pretende integrar a IA em um ecossistema que beneficie os humanos.

“Não queremos chegar e ir embora”

Apesar de sondar o mercado brasileiro há pelo menos um ano, a Honor desembarcou oficialmente por aqui em janeiro de 2025. Com ajuda da importadora DL, a chinesa já lançou oficialmente aparelhos como o dobrável caríssimo Magic V3, que custa R$ 20 mil.

Inclusive, sobre o preço, David Moheno justifica dizendo que o smartphone tem tecnologias que não são massificadas. Ele exemplifica o uso do titânio na construção, o que ajuda a fazer com que o aparelho aguente ser aberto e fechado por 10 anos.

“Esse dispositivo está focado em usuários de nicho. Ele é para CEOs, líderes empreendedores, gamers... É para gente que está focada em uma tecnologia móvel para projetar uma apresentação para um possível cliente, por exemplo”.

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Moheno afirma que a companhia enxerga que ainda está começando no Brasil e que o mercado nacional está sendo compreendido aos poucos. O representante da Honor cita que a prova de que o Brasil é importante é o fato de que produtos mais competitivos também foram lançados, como o caso do Magic 7 Lite, que chega a uma faixa de preço de R$ 4,6 mil.

Ele revela que a Honor é a quarta maior fabricante de smartphones da América Latina e que o objetivo é alcançar o topo no Brasil também. Só que, antes disso, a gigante da China quer capturar a atenção dos brasileiros. Cutucando outras marcas que chegaram e saíram do país, como a Xiaomi e Huawei (que até voltaram ao país depois), ele diz que o plano da Honor é se estabelecer.

“Não estamos fazendo um negócio de curto prazo. Nossa ideia é a longo prazo. Não queremos chegar, encher o mercado de celulares e ir embora”, finaliza.

Perguntas Frequentes

O que motivou a Honor a entrar no setor de robótica doméstica?
A Honor anunciou sua entrada no setor de robótica com o objetivo de "dar um corpo físico à inteligência artificial". A empresa quer tornar os robôs pessoais tão comuns quanto celulares, notebooks e tablets, ampliando sua atuação para além dos dispositivos móveis.
Qual é o foco da Honor no desenvolvimento de robôs?
Na primeira fase do projeto, a Honor está focada no desenvolvimento de algoritmos de movimento. Um destaque foi o recorde mundial alcançado com um algoritmo que permite a um robô se mover a 4 metros por segundo, em parceria com a empresa Unitree. A próxima etapa será a fabricação dos robôs para testar suas aplicações práticas.
O que é o Honor Alpha Plan?
O Honor Alpha Plan é uma estratégia corporativa ambiciosa que visa integrar a inteligência artificial em um ecossistema voltado para beneficiar os seres humanos. Ele serve como base para os projetos de robótica e inovação da empresa.
Como está a atuação da Honor no Brasil?
A Honor chegou oficialmente ao Brasil em janeiro de 2025, após um ano de sondagem do mercado. Com apoio da importadora DL, a empresa já lançou produtos como o dobrável Magic V3 e o mais acessível Magic 7 Lite. A marca afirma que pretende se estabelecer no país com uma estratégia de longo prazo.
Por que o Magic V3 tem um preço tão elevado?
O Magic V3 custa R$ 20 mil devido ao uso de tecnologias avançadas e materiais premium, como o titânio, que garante durabilidade ao mecanismo de dobra por até 10 anos. O aparelho é voltado para um público de nicho, como CEOs, empreendedores e gamers.
Qual é a posição da Honor no mercado latino-americano?
Segundo David Moheno, diretor de Relações Públicas da Honor na América Latina, a empresa já é a quarta maior fabricante de smartphones na região. No Brasil, o objetivo é alcançar o topo do mercado, mas com uma abordagem gradual e sustentável.
A Honor pretende permanecer no Brasil a longo prazo?
Sim. A empresa afirma que não está fazendo um negócio de curto prazo e critica marcas que entraram e saíram rapidamente do país. A Honor quer se consolidar no Brasil com uma presença duradoura e comprometida com o consumidor local.
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