Baidu entra no metaverso com plataforma para 100 mil pessoas

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O Baidu, principal motor de busca da China e um dos maiores do mundo, revelou na semana passada (10) que, até o final deste mês, lançará seu primeiro produto voltado para metaverso. Chamado de Land of Hope (Xi Rang em chinês), o aplicativo estará disponível em forma de site virtual para a conferência de desenvolvedores de inteligência artificial (IA) da empresa.

Com isso, o rival do Google se junta a outros pesos-pesados chineses, como o portal de internet Tencent e a desenvolvedora de jogos para PC NetEase, nas aventuras pelo metaverso. No caso do Baidu, a incursão pelo mundo virtual visa também desenvolver um mecanismo de IA e um sistema de computação em nuvem que poderiam ser integrados a outros produtos do universo virtual.

Em comunicado à imprensa, o Baidu assegurou que seu encontro de desenvolvedores será a primeira conferência chinesa inteiramente realizada no metaverso, onde 100 mil participantes poderão interagir ao mesmo tempo.

Metaverso na China

Templo Shaolin no app Land of Hope. (Fonte: Baidu/Land of Hope/Reprodução.Templo Shaolin no app Land of Hope. (Fonte: Baidu/Land of Hope/Reprodução.Fonte:  Baidu/Land of Hope 

Fenômeno que se espalhou pelo mundo, principalmente após o Facebook ter mudado seu nome, o mercado relacionado ao metaverso foi estimado pela Bloomberg em US$ 800 bilhões (R$ 4,6 trilhões) até 2024. Para assegurar uma fatia, as maiores empresas de tecnologia da China têm demonstrado aos investidores o seu interesse no rentável universo virtual.

Nesse sentido, as três estatais de telecomunicações chinesas – China Mobile, China Unicom e China Telecom - celebraram um acordo em novembro com outras empresas de tecnologia, para formar o Comitê da Indústria do Metaverso, o primeiro conglomerado dedicado ao novo conceito naquele país.

Porém, as empresas chinesas ainda veem com reservas uma imersão total no metaverso, isso porque um think tank patrocinado por Pequim alertou sobre as ameaças à segurança nacional presentes no mundo virtual. O presidente da empresa de investimentos estatal Shenzhen Capital Group, Ni Zewang, afirmou que o metaverso é incapaz de gerar valor sem estar vinculado a um cenário “de aplicação real”.

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