Toshiba pode se dividir em 3 empresas diferentes, afirma jornal

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Imagem: Tokumeigakarinoaoshima/Wikimedia Commons
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O jornal japonês Nikkei divulgou na segunda-feira (8) uma possível divisão da Toshiba Corporation em três empresas distintas de capital aberto, com foco em áreas diferentes como infraestrutura, aparelhos e semicondutores. A tripla divisão, em uma empresa que foi construída através de fusão de várias companhias, poderá ocorrer, segundo o periódico, em 2023.

Ainda de acordo com a publicação, que não cita fontes, a medida de impacto deve ser anunciada na próxima sexta-feira (12), quando a companhia divulgará o seu balanço e também um plano de negócios para médio prazo. O rumor ocorre em um momento delicado da história da Toshiba, que envolve uma série de crises institucionais que culminaram com a saída do seu presidente Nobuaki Kurumatani em abril, em meio a uma polêmica oferta de compra.

Procurada pela AFP, o porta-voz Tatsuro Oishi confirmou que a empresa está "considerando a cisão como uma das opções para aumentar o valor corporativo". Sobre a inclusão da tríplice divisão já no novo plano de negócios de médio prazo, Oishi disse que "nada foi decidido" ainda.

Fonte: Toshiba Brasil/ReproduçãoFonte: Toshiba Brasil/ReproduçãoFonte:  Toshiba Brasil 

Fazendo as pazes com os acionistas?

A demissão de Kurumatani reflete um novo perfil de acionistas, a maioria deles estrangeiros, admitidos após a falência da subsidiária de usina nuclear nos EUA, Westinghouse Electric. Chamados de "ativistas", esses donos de ações estrangeiros conduziram uma investigação independente que revelou que a Toshiba tentou impedir por várias vezes que os acionistas minoritários exercessem os seus direitos de voz e voto.

A decisão de dividir os negócios da gigante japonesa pode ser uma tentativa de apaziguar os "acionistas ativistas", ao teoricamente maximizar o valor combinado de mercado das operações da Toshiba. Porém, alguns especialistas discordam. Hidei Yasuda, analista do Ace Research Institute, alerta que, separados, os três segmentos do conglomerado poderiam ficar mais vulneráveis, além de os lucros de uma unidade não poderem cobrir as perdas da outra.

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