Desafio de Impacto do Google seleciona iniciativa brasileira

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Nesta segunda-feira (8), o Google.org — braço filantrópico do Google — divulgou a lista de organizações não governamentais (ONGs) selecionadas para o Desafio de Impacto do Google para Mulheres e Meninas, anunciado em março deste ano. Dentre os projetos escolhidos, está a {reprograma}, iniciativa brasileira voltada ao ensino de programação para mulheres.

Serão destinados ao todo US$ 25 milhões para a execução de projetos que promovem o empoderamento de mulheres e meninas ao redor do mundo. Segundo Jacquelline Fuller, presidente do Google.org, a pandemia atrasou globalmente a expectativa de paridade de gênero em mais de três décadas.

“É vital que a gente promova e apoie o trabalho voltado à capacitação de mulheres e meninas e as ajudem a atingir seu potencial econômico total, especialmente em comunidades marginalizadas”, diz. A presidente ainda conclui que a recuperação desse período de pandemia deve ser inclusiva e que, quando se investe em mulheres e meninas, todos se beneficiam.

Desafio de Impacto do Google para Mulheres e Meninas

(Fonte: Pexels/Reprodução)(Fonte: Pexels/Reprodução)Fonte:  Pexels 

A iniciativa foi uma das 34 selecionadas para receber o apoio do Google.org, que tem como foco o desenvolvimento de habilidades e avanço na carreira, empreendedorismo e negócios, educação e independência, além de suporte financeiro. As organizações ainda participarão de um programa de aceleração de quatro meses com apoio do Google.

A seleção foi feita em parceria com um painel liderado por especialistas, incluindo nomes como a atriz brasileira Taís Araújo, a Ministra da Cultura de Portugal Graça Fonseca, a cantora e filantropista Shakira e a CEO do YouTube, Susan Wojcicki. Foram avaliados critérios como o potencial de impacto, capacidade de inovação, viabilidade e possibilidade de crescimento.

Segundo Susana Ayarza, diretora de Marketing no Google Brasil, o desafio recebeu milhares de projetos “incríveis e inspiradores” voltados a combater a desigualdade de gênero e criar oportunidades econômicas, como é o caso da {reprograma}. “Esperamos que o nosso apoio contribua com esse trabalho e possa ajudar todas elas a seguir fazendo a diferença na vida de mulheres e meninas no mundo todo”, diz. Conheça todas as organizações selecionadas nesta página.

{reprograma}

(Fonte: {reprograma}/Reprodução)(Fonte: {reprograma}/Reprodução)Fonte:  {reprograma} 

Fundada em 2016, a iniciativa se dedica a ensinar programação para mulheres brasileiras, contribuindo para garantir o acesso às oportunidades do mercado de tecnologia, onde as mulheres ainda apresentam uma parte pequena da força de trabalho.

A organização utilizará o financiamento para expandir suas operações no país, oferecendo cursos de novas linguagens de programação, em diferentes níveis, para mulheres que nunca tiveram contato com tecnologia e também aquelas que deram os primeiros passos e desejam aprender mais.

Segundo Mariel Reyes Milk, CEO e fundadora do {reprograma}, a intenção é alcançar um número crescente de mulheres diversas, grupos sub-representados, empoderá-las com conhecimento, para que possam transformar suas vidas e daquelas ao seu redor.

“Ao trazer mais diversidade para a tecnologia, transformamos também os negócios; acredito que formas diferentes de pensar contribuem para a resolução de problemas e criação de produtos e serviços que atendem às necessidades da sociedade como um todo”, diz Milk.

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