5G: o que muda após o leilão? Entenda o que ficou decidido

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu início na última quinta-feira (4) ao leilão do 5G no Brasil. Finalizado hoje (5), o certame alcançou um valor recorde de R$ 46,7 bilhões. Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, este foi o maior leilão da história da América Latina. "Superou todas as nossas expectativas", disse, durante coletiva de imprensa.

Quem saiu vitorioso?

No total, 11 operadoras ficarão responsáveis pela distribuição do 5G no Brasil. A faixa de 3,5 GHz — considerada a principal por ser utilizada para internet ultrarrápida e, consequentemente, com impacto direto para os clientes — foi arrematada pelas operadoras Tim, Claro e Vivo. A faixa foi dividida em três lotes:

  • Lotes B1: vencedora Claro (R$ 338 milhões)
  • Lote B2: vencedora Vivo (R$ 420 milhões)
  • Lote B3:  vencedora TIM (R$ 351 milhões)

Regras

Os vencedores da faixa deverão cumprir algumas exigências expostas no edital: garantir a construção de uma rede privativa de comunicação para o governo; instalar rede de fibra óptica na região amazônica e no interior do país; liberar a faixa de 3,5 GHz para o 5G por meio da migração do sinal da TV parabólica; e por fim, disponibilizar a rede 5G nas capitais até julho do ano que vem.

5GTodas as capitais do Brasil receberão o 5G até julho de 2022; São Paulo e Rio de Janeiro, por outro lado, poderão receber até dezembro deste ano (Reprodução/Shutterstock)

Faixas de 700 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz

Além das companhias já tradicionais no país, outras seis novas empresas de serviço móvel devem operar com a tecnologia: Cloud2You, Winity, Brisanet, Consórcio 5G Sul, Neko Serviços e Fly Link.

A empresa Winity arrematou o lote 1 da frequência de 700 MHz e poderá atuar em todo o país. Já a faixa de 3,5 GHz foi dividida por regiões. A Sercomtel levou o bloco C2, correspondente à São Paulo e Região Norte. Os blocos C4 e C5, destinados ao Nordeste e ao Centro-Oeste, foram vendidos para a Brisanet. Um dos mais disputados foi o C6, da região Sul, arrematado pela empresa Consórcio 5G Sul, formada pela Copel Telecom e Unifique.

Os blocos C7 (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) e C8 (sul de Minas, parte do Mato Grosso e de São Paulo) foram arrematados pelas empresas Cloud2U e Algar Telecom, respectivamente. Tanto o C1 (Norte) quanto o C3 (vinculado ao C1) ficaram sem propostas.

Já a faixa de 2,3 GHz atende as cidades que atualmente não contam com sinal 4G, enquanto a de 26 GHz — voltada principalmente para a conectividade nas escolas e considerada a mais difícil de ser vendida — arrecadou R$ 3,03 bilhões. Confira aqui a lista completa de vencedoras das duas faixas.

Já podemos usar o 5G no Brasil?

Com o fim do leilão, muitas pessoas passaram a se questionar sobre a disponibilidade da conectividade no Brasil. Mas afinal, já podemos usar o 5G por aqui? A resposta é: ainda não. Pelo menos não a rede mais "pura".

Isso porque o edital da Anatel garante que todas as capitais do país receberão a novidade até julho do ano que vem, enquanto as cidades com mais de 500 mil habitantes devem ter acesso à rede até 2025.

Até lá, alguns poucos bairros terão acesso ao 5G DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro), que funciona como uma transição da quarta para a quinta geração. Vale ressaltar, no entanto, que o Rio de Janeiro e São Paulo já poderão receber a tecnologia ainda em dezembro, segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

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