Bitcoin: ETF já é querida em Wall Street, mesmo em sua estreia

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Nesta terça-feira (19), o aguardado fundo de índice do Bitcoin, ou ETF, finalmente estreou na New York Stock Exchange (NYSE), em Wall Street. Proposto pela famosa empresa ProShares, o produto registrou um pico de 616 mil ações negociadas durante seus primeiros minutos no mercado e caminha para fechar seu primeiro dia com um volume total de quase 21 milhões de papéis operados.

Em suma, o chamado Bitcoin Strategy ETF (BITO) se referencia na negociação do Bitcoin no formato de Futuros e não no seu preço à vista, como inicialmente esperado. Um dos representantes da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (ou SEC, na sigla em inglês), Gary Gensler, afirmou que esta modalidade garante mais segurança aos investidores por possuir mais "regulações", ao contrário da negociação de criptomoedas no varejo.

Apesar de não ser o formato "ideal" para o primeiro ETF referenciado no Bitcoin, o novo produto abre um precedente inédito no mercado tradicional, além de atrair investidores de diferentes tamanhos para a criptomoeda, elevando indiretamente seu preço. A estreia também incentivou outras empresas a registrarem suas alternativas ao "BITO", como é o caso da gigante Grayscale.

Anúncio da Grayscale movimentou positivamente o preço do Bitcoin, ao contrário da estreia do "BITO". (Fonte: TradingView, Adriano Camacho)Anúncio da Grayscale movimentou positivamente o preço do Bitcoin, ao contrário da estreia do "BITO". (Fonte: TradingView, Adriano Camacho)Fonte:  TradingView, Adriano Camacho 

Seguindo o lançamento do produto da ProShares, a Grayscale anunciou nesta terça-feira (19) o registro de um pedido de conversão de seu fundo "Grayscale Bitcoin Trust(GBTC) para uma ETF referenciada na negociação à vista do Bitcoin. Além de seu formato, a diferença-chave entre os fundos de índice é o total de moedas que a empresa possui, estimada em cerca de 650 mil unidades ou US$ 46,6 bilhões — 3% da oferta total disponível no mercado.

O impacto desta notícia logo se refletiu no preço do Bitcoin: uma valorização de 3,10%, levando-o à beira de seu topo histórico, nos US$ 65 mil. Por outro lado, a estreia do "BITO" teve pouca influência na negociação direta do ativo, indicando que ETFs referenciadas na negociação à vista da principal criptomoeda podem animar mais o apetite dos investidores.

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