Leilão do 5G acontece em 4 de novembro; saiba detalhes do edital

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Em reunião extraordinária nesta sexta (24), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) finalmente aprovou o edital do 5G e marcou a data para o leilão que trará a tecnologia ao Brasil. O certame, avaliado em R$ 45,6 bilhões, acontecerá em 4 de novembro.

O leilão do 5G contará com quatro frequências sendo oferecidas para as operadoras no Brasil: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz. As faixas serão divididas em blocos nacionais e regionais, e as empresas que realizarem a aquisição poderão explorar a tecnologia por até 20 anos.

Exigências

As operadoras também terão que seguir as exigências da Anatel e do Ministério das Comunicações para explorar a tecnologia em território nacional. Um dos pontos previstos no edital é o lançamento do 5G em capitais brasileiras até julho de 2022.

As operadoras de telefonia também terão que arcar com a migração dos sinais de antenas parabólicas. Outra exigência prevista no edital é a construção de uma rede privativa de comunicação para o governo.

Além disso, as companhias terão que levar conexão 4G para rodovias brasileiras e garantir internet de fibra óptica na região amazônica. Por fim, o edital aprovado pela Anatel também exige que as operadoras implantem internet móvel em escolas públicas, em um plano que será desenvolvido pelo Ministério da Educação.

Rede privativa e Huawei

 As empresas que participarem do leilão do 5G terão que custear a infraestrutura para fazer a rede funcionar, como a instalação de antenas. Já a construção da rede privativa será realizada por uma Entidade Administradora da Faixa (EAF), que será formada pelas operadoras que assumirem a faixa de 3,5 GHz.

A rede privativa tem como oferecer uma conexão segura para órgãos do governo e não contará com equipamentos da fabricante chinesa Huawei. A empresa é um dos principais desafetos dos Estados Unidos atualmente e a sua presença no leilão brasileiro gerou polêmica.

Apesar de estar banida da rede privativa, a Huawei ainda poderá fornecer equipamentos para a rede comercial que será oferecida para os brasileiros. Como a empresa é líder no setor e já faz parte da infraestrutura de grandes operadoras como a Vivo, a ausência da companhia poderia atrasar ainda mais a implementação do 5G no Brasil.

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