'Faraó dos bitcoins' transferiu R$ 72,3 milhões para igreja

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O ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “faraó dos bitcoins” e acusado de pirâmide financeira, transferiu R$ 72,3 milhões durante o período de 2 anos, por meio da GAS Consultoria & Tecnologia, para a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a título de doação, apontam documentos entregues por membros da organização religiosa para autoridades policiais.

Somente em julho de 2021, foram transferidos R$ 20 milhões pelo suposto investidor, de acordo com a Iurd. Em uma única transação, uma quantia de R$ 15 milhões foi encaminhada para a igreja. Segundo a Universal, as “doações” do ex-garçom foram recebidas de "boa-fé", já que ele tinha sido pastor da instituição e contribuía para o “sustento do templo” de Cabo Frio, onde ele frequentava.

Contudo, a soma vultosa chamou a atenção de líderes locais, que passaram a questioná-lo sobre a origem dos recursos. Sem obter uma resposta do “doador”, a igreja resolveu apresentar a planilha de transferências para a Justiça.

Em 1 ano e 3 meses, foram realizadas 43 transferências para contas-correntes da Iurd e 38 operações por meio de cartão de crédito. Segundo a planilha, os repasses para a igreja eram constantes e só não ocorreram em março e maio de 2021.

Prisão por pirâmide financeira

Glaidson“Faraó dos bitcoins” movimentou R$ 7 bilhões em 4 contas em seu nome durante 2019 e 2020. (Fonte: O Globo/Reprodução)Fonte:  O Globo/Reprodução 

A GAS Consultoria & Tecnologia, de propriedade de Glaidson, prometia um pagamento mensal de 10% do capital aplicado em criptomoedas. A organização movimentou R$ 7 bilhões entre 2019 e 2020, segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

O “faraó dos bitcoins” foi preso sob acusação de chefiar uma organização criminosa por trás de fraudes milionárias, no dia 25 de agosto, em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em sua residência, foram encontrados cerca de R$ 15 milhões em espécie, entre reais, dólares e euros.

O casal Tunay Pereira Lima e Márcia Pinto, apontado como integrante do esquema de pirâmide financeira, foi preso em São Paulo. Tunay estava embarcando para a República Dominicana quando foi interceptado pela polícia em São Paulo.

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