Há dez anos, Steve Jobs deixava o cargo de CEO da Apple

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Imagem: Matthew Yohe/Wikimedia Commons
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O dia 24 de agosto de 2011 ficou marcado na trajetória da Apple. Há exatos 10 anos, o cofundador e até então CEO mais duradouro da história da empresa, Steve Jobs, renunciou oficialmente ao cargo. A saída de uma das figuras mais marcantes das gigantes da tecnologia já era esperada. Jobs lutava há anos contra um câncer e chegou a fazer um transplante de fígado em 2009, cirurgia da qual nunca se recuperou totalmente.

Ele chegou a pedir mais de uma licença médica em momentos do tratamento e, durante a renúncia, estava em um desses períodos de afastamento. Uma década atrás, ele publicou uma carta direcionada aos fãs, investidores e colegas comunicando a decisão.

Leia a carta na íntegra

"Eu sempre disse que, se chegasse o dia em que eu não poderia mais cumprir meus deveres e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a deixar vocês saberem. Infelizmente, esse dia chegou.

A foto imortalizada na biografia escrita por Walter Isaacson.A foto imortalizada na biografia escrita por Walter Isaacson.Fonte:  Apple 

"Eu, portanto, renuncio ao cargo de CEO da Apple. Gostaria de servir, se o conselho permitir, como presidente do conselho, diretor e funcionário da Apple. Em relação à sucessão, eu recomendo fortemente que nós executemos o plano de sucessão para nomear Tim Cook como o CEO da Apple. Eu acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple virão a seguir. E eu espero ansioso para assistir e contribuir com esse sucesso em um novo papel. Fiz alguns dos melhores amigos da minha vida na Apple e agradeço a todos pelos muitos anos em que me foi permitido trabalhar com vocês. Steve."

Idas e vindas

O executivo foi um dos 2 responsáveis pelo surgimento da companhia, ainda em 1974 ao lado do engenheiro Steve Wozniak, e atuou diretamente na supervisão de projetos até 1985. Nesse ano, como o TecMundo já contou em um vídeo especial, Jobs foi forçado a se demitir da própria empresa após atritos com o quadro de diretores e o CEO que ele mesmo ajudou a contratar, John Sculley.

Ele retornou ao cargo oficialmente em janeiro de 2000, mas anos antes já estava de volta à Apple como "consultor especial" após ter uma empresa que fundou nesse hiato, a NeXT, adquirida pela Maçã em 1997.

Em 5 de outubro de 2011, um dia depois da conferência de lançamento do iPhone 4s e da assistente pessoal Siri, Steve Jobs faleceu aos 56 anos.

A era Cook

Como sugerido por Jobs, a liderança de fato passou para Tim Cook, um veterano da indústria e da própria Maçã. Os primeiros anos do executivo no cargo foram relativamente turbulentos pela desconfiança do mercado e da comunidade, mas logo a marca provou que se manteve nos trilhos.

Cook e Jobs: a passagem de bastão já era planejada.Cook e Jobs: a passagem de bastão já era planejada.Fonte:  People.com 

O último projeto supervisionado por Jobs não foi um eletrônico: trata-se do Apple Park, o campus da Apple em Cupertino, inaugurado em 2017. O auditório principal da sede foi nomeado em homenagem ao cofundador e, atualmente, abriga as conferências principais de lançamentos de produtos da marca.

Sob a direção de Cook, vieram produtos como o Apple Watch e os AirPods, assim como um sucesso também financeiro: a marca foi a primeira dos Estados Unidos a chegar ao valor de mercado de US$ 2 trilhões.

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