Intel tem lucro no 2º trimestre, mas prevê falta de chips

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A Intel divulgou, nesta quinta-feira (22), os seus lucros apurados no segundo trimestre de 2021. É o segundo relatório de ganhos sob o comando do CEO Pat Gelsinger, mas com algumas ressalvas para as projeções esperadas para o atual trimestre, que resultaram em uma queda de 2% nas ações da empresa logo após a apresentação.

Apesar das apreensões futuras, os números apresentados foram positivos: receita e lucros por ação no segundo trimestre superaram as previsões da empresa e as expectativas de Wall Street. Os bons resultados foram atribuídos ao desempenho da unidade de produção de chips para PCs, equipamento cujas vendas subiram 33% em relação ao ano passado.

Com base nas estimativas da provedora de dados Refinitiv, a Intel apresentou os seguintes resultados no trimestre encerrado em junho:

  • Lucro por ação (EPS): US$ 1,28 (ajustado) contra US$ 1,06 esperado, crescimento de 12% ano a ano
  • Receita: US$ 18,5 bilhões (ajustada) contra US$ 17,8 bilhões esperados, um aumento de 2% ano a ano.

Expectativas para o terceiro trimestre de 2021

Pat Gelsinger (Fonte: Intel/Reprodução)Pat Gelsinger (Fonte: Intel/Reprodução)Fonte:  Intel 

Os resultados até o momento permitiram que a Intel reavaliasse suas projeções anuais em mais US$ 1 bilhão, totalizando US$ 73,5 bilhões (R$ 382 bilhões) em receita ajustada, com um lucro por ação em 2021 de US$ 4,80. A empresa aposta que o boom de vendas de computadores registrado durante a pandemia continuará, mesmo após o retorno aos escritórios e escolas.

No entanto, causou preocupação a orientação da Intel para margens brutas não-GAAP (números não contábeis e projeções) de apenas 55% no terceiro trimestre, o que representa uma queda 59,2% em relação ao trimestre anterior. Essa redução é explicada pelas restrições de fornecimento de chips e também pelos custos com a construção de uma nova tecnologia de processo.

Gelsinger prevê que a falta de chips, no segundo semestre do ano, deve "chegar ao fundo do poço”.

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