Spray nasal anticovid de Israel não será importado pelo Brasil

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O governo brasileiro não fechou acordo para importar o spray nasal de Israel contra a covid-19, conforme informação divulgada pelo colunista do UOL Jamil Chade nesta sexta-feira (14). A droga experimental era uma das apostas do presidente Jair Bolsonaro para combater o novo coronavírus no Brasil.

Segundo Chade, que teve acesso a documentos emitidos pelo Itamaraty em resposta aos questionamentos de parlamentares do PSOL, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo assinou um termo de cooperação com Israel. Porém, o Ministério da Saúde não ratificou o contrato, inviabilizando a aquisição do produto.

O órgão não deu detalhes sobre os motivos da não ratificação do acordo, que previa o desenvolvimento ou a importação do spray. Já o Ministério das Relações Exteriores afirma que as conversas continuam e o Brasil ainda tem chance de participar dos testes do medicamento, informação confirmada pela embaixada israelense.

A comitiva brasileira também não firmou acordo para compartilhar tecnologias de combate à pandemia.A comitiva brasileira também não firmou acordo para compartilhar tecnologias de combate à pandemia.Fonte:  Agência Brasil/Reprodução 

Desenvolvido pelo Centro Médico Ichilov, o spray nasal foi criado para combater o câncer de ovário, originalmente, mas está sendo testado em pacientes com quadro grave de covid-19. Chamado de EXO-CD24, o produto teve eficácia próxima a 100% na fase 1 do ensaio clínico, mas ainda não existe estudo científico sobre ele publicado.

Documentos da negociação sob sigilo

Alguns dos documentos referentes à negociação entre Brasil e Israel para a compra do spray nasal contra covid-19, incluindo telegramas diplomáticos, estão classificados como confidenciais ou secretos, segundo o jornalista. Parte deles ficará sob sigilo até 2026, enquanto os demais só terão o conteúdo revelado a partir de 2036.

Dessa forma, as informações completas a respeito da viagem da comitiva brasileira a Israel serão reveladas apenas depois que os documentos forem liberados pelo governo. Chefiada por Araújo, a delegação incluiu ainda o deputado Eduardo Bolsonaro e o então secretário especial de Comunicação Social Fábio Wajngarten, entre outros nomes.

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