Tesla faturou US$ 100 milhões com venda de bitcoins

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A Tesla vendeu parte de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8 bilhões) em bitcoins adquiridos em janeiro deste ano, faturando US$ 100 milhões (cerca de R$ 535 milhões em conversão direta) com a transação. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pela própria empresa que, com a venda, atingiu recordes no seu primeiro resultado financeiro trimestral de sua história, com lucros de US$ 438 milhões —  um crescimento de 2638% em comparação ao mesmo período de 2020.

O diretor financeiro da fabricante, Zach Kirkhorn, afirmou durante uma teleconferência com investidores que acredita na longevidade do bitcoin, apesar de sua alta volatilidade. Não atoa, a empresa começou aceitar a moeda como forma de pagamento na compra dos seus automóveis em março deste ano.

Agora, a Tesla possui US$ 1,3 bilhão investido no ativo digital, mas a intenção é manter os bitcoins em carteira daqui para frente. Em sua fala, Kirkhorn explica que a Tesla pretende acumular a moeda digital através dos pagamentos realizados pelos clientes que comprarem os carros da fabricante.

Bitcoin como reserva de valor

a  Jae C. Hong/Reprodução 

De modo geral, a montadora de carros elétricos utilizará o ativo como alternativa para reserva de valor — que, a despeito do risco, apresenta um alto potencial de valorização. “Elon e eu estávamos procurando um lugar para armazenar dinheiro que não estava sendo usado imediatamente, tentando obter algum nível de retorno sobre isso, mas também preservando a liquidez… Poder acessar nosso caixa muito rapidamente é super importante para nós agora”, afirmou Kirkhorn durante a transmissão.

O diretor financeiro da Tesla também ponderou que que “não existem muitas oportunidades tradicionais para fazer isso”. Segundo ele, as demais alternativas avaliadas pela administração da empresa que tinham liquidez ofereciam “rendimentos muito baixos”. Justamente por esse motivo, as criptomoedas chamaram a atenção.

“O bitcoin parecia, e agora se provou ser, uma boa decisão e um bom lugar para colocar parte do nosso dinheiro que não está sendo usado imediatamente para as operações diárias ou que talvez não seja necessário até o final do ano, enquanto ainda podemos obter algum retorno sobre isso”, concluiu.


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