Equipes da Google de 10 países se unem em projeto sindical global

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Colaboradores e colaboradoras da Google espalhados por 10 países estão se reunindo para formar uma aliança sindical mundial. A iniciativa contempla o quadro de profissionais do Alphabet, conglomerado que possui várias empresas vinculadas à Gigante das Buscas.

Batizada de Alpha Global, é composta por 13 sindicatos diferentes e afiliada à UNI Global Union, que representa 20 milhões de pessoas pelo planeta, incluindo trabalhadores e trabalhadoras da Amazon.

O anúncio chegou semanas após equipes dos Estados Unidos e do Canadá lançarem o Alphabet Workers Union (AWU), afiliado ao Communications Workers of America, que recebeu quase 500 membros em apenas uma semana, indo de 230 para 700 depois do lançamento.

Trabalhadores e trabalhadoras de 10 países fazem parte de iniciativa sindical.Trabalhadores e trabalhadoras de 10 países fazem parte de iniciativa sindical.Fonte:  Reprodução 

Ainda que a coalização não possua poder legal de negociação, a solidariedade dos participantes é capaz de causar mudanças no dia a dia dos envolvidos.

"Em um mundo onde a desigualdade está se dilacerando e em que nossas sociedades e empresas estão acumulando mais influência do que nunca, reivindicar nosso poder por meio de nossos sindicatos nunca foi tão importante", defende Parul Koul, presidente executivo do AWU e engenheiro de software da Google, em comunicado.

Manifestações tendem a ganhar caráter global.Manifestações tendem a ganhar caráter global.Fonte:  Reprodução 

Força coletiva

Inicialmente, a Alpha Global não estará diretamente vinculada ao Alphabet, sendo necessária, para isso, a assinatura de um acordo de neutralidade no qual a Google se comprometa a apoiar tentativas de sindicalização efetivas. Tudo depende de seu posicionamento e de seus interesses.

De todo modo, no ano passado, a UNI Global Union ajudou a organizar a campanha Make Amazon Pay, uma greve internacional da Black Friday que reuniu o apoio de mais de 400 legisladores – algo conquistado sem a influência da companhia.

Agora, a entidade elegerá um comitê gestor e planeja lidar com questões tanto nacionais quanto internacionais de interesse de funcionários e funcionárias dos seguintes países: Estados Unidos, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Itália, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Bélgica.

UNI Global Union esteve à frente de greve internacional de equipes da Amazon.UNI Global Union esteve à frente de greve internacional de equipes da Amazon.Fonte:  Reprodução 

"O movimento lançado por trabalhadores e trabalhadoras de tecnologia da Google e de outras é inspirador. Estão usando sua força coletiva não apenas para transformar suas condições de trabalho, mas também para lidar com questões sociais causadas pela concentração crescente do poder corporativo", disse a secretária geral da UNI, Christy Hoffman.

"O poder dessas empresas globais de tecnologia é tão grande que elas estão em todas as partes de nossas vidas. Se estão agindo dessa forma quase totalmente sem supervisão dos governos, então não há como controlar o que podem fazer", alerta Fionnuala Ní Bhrógáin, organizadora do Communications Workers’ Union, da Irlanda.

"Esse poder precisa ser verificado, e é somente por meio da ação coletiva que os trabalhadores são capazes de enfrentar a situação", finaliza.

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