China busca independência dos EUA no design de processadores

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Imagem: PdT/Reprodução
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Quando o analista do Eurasia Group Paul Triolo declarou ao jornal Financial Times que “Joe Biden deve ouvir o argumento de que, indo atrás da Huawei, vai prejudicar as empresas americanas ao encorajar a China a desenvolver seus próprios produtos”, ele apenas expressou o que já acontece: startups chinesas estão contratando engenheiros e executivos dos principais fabricantes de ferramentas de design de chips (principalmente EDA) dos EUA para fortalecer as linhas de suprimentos no país asiático.

Synopsys, Cadence, Mentor Graphics e Ansys controlam 90% o mercado global de ferramentas EDA, mas começam a ver surgir rivais como a X-Epic, a Shanghai Hejian Industrial Software e a Advanced Manufacturing EDA Co (Amedac), que tem a participação da Synopsys.

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A Synopsys tem participação em uma rival chinesa.A Synopsys tem participação em uma rival chinesa.Fonte:  Wikimedia Commons/Reprodução 

"Elas sabem que perderão parte do mercado na China no longo prazo devido às tensões Washington-Pequim, então desejam deter participações em alguns desses potenciais rivais chineses para garantir o mercado", disse à Nikkei Asia uma fonte próxima à empresa americana.

A Synopsys criou um fundo de investimento estratégico de US$ 100 milhões já em 2017 para "expandir o envolvimento" com a crescente comunidade chinesa de design de chips. Por sua vez, a Cadence inaugurou um centro de semicondutores em Nanjing, prometendo investir US$ 15,2 milhões para “promover talentos em engenharia.”

Caprichos

Hoje, elas controlam boa parte da propriedade intelectual necessária para o desenvolvimento de chips usados por gigantes como Apple, Samsung, Qualcomm, NVIDIA, Micron e até mesmo a Huawei.

A proibição do Departamento de Comércio dos Estados Unidos imposta a esta última de receber atualizações de software e suporte técnico de fabricantes de ferramentas EDA americanos sem a aprovação governamental acendeu o alerta no mercado chinês.

“A motivação da China é o acesso de suas empresas a ferramentas críticas. É claro que elas vão desenvolvê-las para não ficarem sujeitos aos caprichos de um governo dos EUA", disse o professor de Prática de Gestão na Harvard Business School Willy Shih ao Nikkei Asia.

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