China critica filho de Bolsonaro por acusações sobre 5G

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Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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A Embaixada da China no Brasil criticou declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre a tecnologia do 5G de empresas chinesas. O político, que é filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, apagou a publicação feita originalmente na segunda-feira (23) em suas redes sociais.

Eduardo falou que o Partido Comunista da China é um "inimigo da liberdade", voltou a acusar o país de espionagem por meio da infraestrutura de internet móvel e defendeu o projeto Clean Network Initiative, proposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com padrões de segurança de dados do 5G que excluem atividades chinesas. Como o republicano perdeu as eleições presidenciais e deve entregar o cargo até janeiro de 2021, não se sabe o futuro da empreitada sob o governo do candidato eleito, o democrata Joe Biden.

Em resposta, o perfil oficial da Embaixada da China publicou na terça-feira (24) uma declaração do porta-voz sobre os comentários, considerados difamatórios.

Além de repudiar o comportamento do parlamentar, a carta ainda cita que os Estados Unidos "fabricam mentiras sobre uma suposta espionagem cibernética chinesa", pedindo que algumas autoridades brasileiras deixem de "seguir a retórica da extrema direita norte-americana".

Parceria comercial

Caso as acusações continuem, a embaixada ameaça que o país terá que "arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil".

O texto reforça que, nos últimos 46 anos, os dois países mantêm relações diplomáticas estáveis e são parceiros comerciais com tradição em diferentes setores. "A China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil há 11 anos consecutivos e é também um dos países com mais investimentos no Brasil", diz o comunicado.

Ainda sem saber se poderá ou não participar de editais para integrar a futura infraestrutura do 5G no Brasil, a Huawei afirma que é mais vantajosa financeiramente — e pode até recorrer a meios jurídicos para garantir a presença no país. O leilão de frequências para operadoras, parte essencial da implementação da tecnologia na região, só deve acontecer no segundo trimestre de 2021.

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