'Não abriremos exceção', diz Apple sobre briga contra Epic Games

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A Apple respondeu às novas acusações da briga entre a empresa e a Epic Games, responsável pelo fenômeno Fortnite. A desenvolvedora processou tanto a Maçã quanto a Google após ambas removerem o jogo de suas lojas digitais — fato provocado por mudanças nas microtransações do título, que tentou burlar as políticas de pagamento das plataformas.

O site The Verge recebeu o comunicado, que reforça o posicionamento da companhia e afirma que não vai ceder à pressão. Pelo contrário: ela mantém o pedido para que Fortnite remova a opção de processar o pagamento por fora da loja, entrando novamente nos eixos estabelecidos pelo sistema operacional. 

Em resumo, ela fala que o lado errado na história é a da desenvolvedora, e que a atitude rebelde pode prejudicar o consumidor — afinal, caso a situação não seja resolvida em algumas semanas, o consumidor que tem o jogo baixado não poderá atualizá-lo e nem jogar a nova temporada em dispositivos da Apple.

O comunicado

"A App Store foi construída para ser um lugar seguro e confiável para usuários e uma grande oportunidade de negócios para todos os desenvolvedores. A Epic tem sido uma das desenvolvedoras mais bem sucedidas na App Store, crescendo em um negócio multibilionário em dólares que alcança milhões de consumidores do iOS ao redor do mundo. Nós queremos muito manter a companhia como parte do Programa de Desenvolvedores da Apple e seus apps na loja.

O problema que a Epic criou para si mesma é algo que pode ser facilmente remediado se eles submeterem uma atualização no app que o reverta para concordar com as regras que eles aceitaram, e que se aplicam a todos os desenvolvedores. Não abriremos uma exceção para a Epic porque não achamos que é direito deles colocar interesses dos negócios na frente das regras que protegem nossos consumidores".

Briga de gente grande

Só no iOS, Fortnite já rendeu cerca de US$ 360 milhões à Apple, contando apenas a comissão de 30% aplicada a downloads e microtransações. Além da empresa, outras marcas recentemente tentaram combater as políticas das lojas virtuais, incluindo Spotify e Facebook. Por outro lado, a Epic Games transformou a crise em uma jogada publicitária que inclui até hashtag e paródia de um comercial clássico.

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